Vituriano bate boca com radialista durante entrevista na Assembleia



Autor do relatório na Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa que impede o Governo do Estado de avalizar um empréstimo que a Cagepa vem pleiteando junto à Caixa Econômica, o deputado estadual Vituriano de Abreu (PSC) perdeu a compostura nesta quarta-feira (25) e bateu boca com o radialista Joacil de Sousa, da Rádio Sanhauá, de Bayeux.

O entrevero se deu durante uma entrevista concedida pelo deputado minutos antes do início da sessão que votaria o pedido do Governo do Estado. Questionado pela imprensa porque se posicionou contrário ao empréstimo, Vituriano argumentou, entre outras coisas, que, em vez de tomar dinheiro emprestado, a Cagepa deveria cobrar das prefeituras que devem à empresa.

Foi neste momento que o radialista perguntou ao deputado quanto o ex-prefeito Léo Abreu, filho de Vituriano, teria pago à Cagepa no período em que administrou a cidade de Cajazeiras. Irritado com o questionamento, o parlamentar partiu para o ataque. “Meu filho paga a conta da casa dele e pagou a conta da Prefeitura. A dívida da Prefeitura se reporta ao período de oito anos do seu governo”, disse o deputado, insinuando que Joacial de Sousa estava a serviço do ex-prefeito Carlos Antônio (DEM), que administrou o município entre os anos de 2000 e 2008.

Não satisfeito, Vituriano de Abreu partiu em direção do radialista e disparou: “Agora me faça mais perguntas. Você estar a serviço de alguém.” Perplexo com a reação do parlamentar, Joacil de Sousa deixou o local da entrevista e rebateu as insinuações do deputado: “Não sou daqueles (jornalistas) que só fazem perguntas de gaveta (arranjadas). Antes, entrevistei alguns sindicalistas que me garantiram que o filho do deputado deixou sim de pagar a Cagepa no período em que ele foi prefeito de Cajazeiras.”

Contradições de Vituriano
Após escutar as argumentações de Vituriano de Abreu, sindicalistas da Cagepa que lotaram as dependências da Assembleia na manhã desta quarta-feira procuraram a imprensa e apontaram contradições na negativa do deputado em relação ao débito da Prefeitura de Cajazeiras junto à empresa.

“Em janeiro de 2010, o então prefeito Léo Abreu assinou um acordo com a Cagepa se comprometendo a parcelar o débito do município, que a época era de pouco mais de R$ 1 milhão. Ele renunciou ao mandato em maio de 2011 sem quitar nenhuma dessas parcelas acordadas. Em seu lugar, assumiu um aliado seu e do deputado Vituriano de Abreu, que, além de não pagar as contas mensais, também não pagou nenhuma das parcelas acordadas em 2010”, observou um dirigente sindical.

“A informações que nos chegaram dão conta de que a dívida da Prefeitura de Cajazeiras, que é administrada por um aliado do deputado Vituriano, já passa de R$ 2 milhões. Agora eu pergunto: como querem agora que a Cagepa saia do buraco que deixado por aliados deles mesmos? É ou não é muita incoerência?”, acrescentou o sindicalista.

COM REPORTAGEM DO PARAÍBA JÁ


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