Unidade pela revitalização do Açude Grande

A COLUNA DE FRANCISCO SALES CARTAXO ROLIM

COISAS DE CAJAZEIRAS
FOTO: GALDINO VILANTE

No dia 25 de outubro, realizou-se audiência pública, promovida pela Assembleia Legislativa da Paraíba em parceria com a Câmara Municipal de Cajazeiras, a fim de tratar do Açude Grande. Mais um evento na caminhada, cujo objetivo central é a revitalização de nosso maior patrimônio urbano, despoluí-lo, preservando-o sadio, e transformar seu entorno em um polo de lazer atraente e moderno. Reverter, assim, um grave problema em um bem público sintonizado com o desenvolvimento de Cajazeiras. Foi um momento importante na luta para manter viva a mobilização dos cajazeirenses. Isso mesmo, mobilização permanente até a concretização do projeto global desenhado para o Açude e áreas vizinhas.

A esse respeito, entre as intervenções, conduzidas com equilíbrio pelo deputado Júnior Araújo, coadjuvado por seu colega, Jeová Campos, ressalto a fala de Josias Farias. Em linguagem técnica acessível, ele delineou os traços fundamentais do projeto global, encaixando os diversos componentes em visão do conjunto, suficiente para realçar a grandeza das intervenções exigidas para tornar o Açude núcleo de crescimento e bem-estar de Cajazeiras. O discurso de José Maria Gurgel completou a abordagem de Farias, ao definir, com acerto, o eixo da luta: revitalizar o Açude Grande.

Por quê?

Porque a revitalização abrange todas as ações necessárias, desde a absurda despoluição até o tratamento a ser dado à montante e à jusante da barragem. Vale dizer, de rios, riachos e córregos afluentes e, também, os pontos situados depois do canal do sangradouro, incluindo, é claro, sua urgente continuação. A urbanização das margens do Açude e do canal, são intervenções imediatas reclamadas, além do urgentíssimo basta na criminosa invasão da bacia do Açude e nos demais focos de poluição. Essas duas linhas de ação não são excludentes. Ao contrário, se complementam.

Voltei ao Recife, com a certeza de que Cajazeiras está construindo a unidade em torno da luta pela revitalização do Açude Grande. Unidade não é unanimidade. É foco no essencial. A fala do deputado Júnior Araújo, complementada por Jeová Campos e por Ubiratan de Assis, representante da doutora Paula, e da secretária Branquinha, em nome do prefeito José Aldemir, é seguro indicativo que alimenta minha convicção. E mais, há convergência no olhar para frente, na busca da solução definitiva do problema do Açude. Em outros termos, a punição de agentes, públicos e privados, responsáveis pela poluição, incluindo quem ocupa as terras por meio de construções ilegais, não deve ser negligenciada. Essa tarefa, porém, deve ser reservada aos órgãos de controle e defesa meio ambiente, o Ministério Público à frente.

Na etapa atual, importa fortalecer a construção da unidade, que nos levará à realização do sonho. Júnior Terra, aliás, expressou com clareza o sonho de hoje, ao compará-lo às conquistas do curso de medicina e à instalação do IML. Conquistas derivadas de lutas históricas recentes, vividas por Cajazeiras, ocasiões em que o pastoril azul e encarnado, saiu da cena para dar lugar ao verde da esperança. Padre Francivaldo Albuquerque, em sua lúcida intervenção, recorreu à história do cristianismo para abençoar a unidade, ao invocar as palavras de Jesus Cristo. Todos nós somos um, disse ele, e este um é o Açude Grande. Assim, ele parafraseou o filho de Deus, sintetizando o sentido da luta, sua relevância para o presente e para o futuro de Cajazeiras. Amém.

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