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TJDF-PB marca julgamento sobre supostas escalações irregulares do Atlético de Cajazeiras

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O Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF-PB) agendou para esta quarta-feira julgamentos envolvendo Atlético de Cajazeiras e CSP. Os clubes são acusados de terem escalado de forma irregular o zagueiro Egon, no caso do Trovão Azul, e o atacante Negueba, no caso do Tigre, no Campeonato Paraibano deste ano. Em caso de punição, as equipes podem perder pontos cruciais para as suas pretensões na temporada. A sessão está marcada para as 18h, por videoconferência.

A denúncia envolvendo o Atlético-PB foi feita pela diretoria do Sport-PB. O clube de Lagoa Seca entende que o Trovão Azul utilizou Egon de forma irregular em toda a edição do Campeonato Paraibano deste ano. O zagueiro atuou nas sete partidas do líder do Grupo A do estadual.

Na temporada passada, na semifinal contra o Campinense, Egon não chegou a ser expulso, mas o árbitro Wagner Reway declarou, em súmula, um empurrão do defensor em um gandula. O caso foi para julgamento, realizado em junho de 2019, e o zagueiro pegou um gancho de duas partidas. Como o Trovão Azul não recorreu da decisão, o Sport-PB acredita que o jogador atleticano atuou mesmo irregular e, por isso, pede a perda de 28 pontos do adversário.

De acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), em seu artigo 171, no capítulo que fala das penalidades, a suspensão que não puder ser cumprida na competição em que foi registrada a infração tem que ser cumprida na partida subsequente de uma competição organizada pela mesma entidade organizadora. E, como Egon jogou pelo Oeste no segundo semestre de 2019, não cumpriu a suspensão pelo clube paulista, já que ela deveria ter sido cumprida em campeonatos organizados pela Federação Paraibana de Futebol (FPF).

A outra denúncia foi feita pelo São Paulo Crystal e envolve o CSP. Nesse caso, de acordo com o Tricolor de Cruz do Espírito Santo, o Tigre também escalou de forma irregular um jogador, o atacante Negueba. O fato é que na 2ª divisão do Campeonato Paraibano do ano passado, quando ainda defendia a Queimadense, o atleta foi expulso com cartão vermelho direto no confronto com o próprio São Paulo Crystal, em outubro de 2019.

O julgamento de Negueba – Emerson Ramon Oliveira -, no entanto, só aconteceu no dia 28 de janeiro deste ano. O atleta pegou um gancho de um jogo. O jogador não teve defesa, já que a Queimadense não enviou advogado. A essa altura, Negueba já não era mais jogador do Carcará, estava contratado pelo CSP e já tinha feito dois jogos pela 1ª divisão com a camisa do Tigre de maneira totalmente regular, já que esses compromissos foram antes do julgamento.

Nesse processo, o Tricolor pede que o Tigre seja punido com base no artigo 214 do CBJD, que trata sobre escalação irregular. O time de Cruz do Espírito Santo requer uma punição de perda de nove pontos ao clube de João Pessoa.

Vale destacar que os casos de Egon e Negueba não foram as únicas denúncias de escalação irregular no Campeonato Paraibano deste ano. Anteriormente, o Nacional de Patos acusou o Sousa de escalar o atacante Jó Boy de forma irregular.

A situação era bem semelhante ao caso de Negueba, do CSP. Contudo, esse processo já foi julgado, com a maioria do TJDF-PB concordando com a tese apresentada pelo Sousa, anulando a suspensão de Jó Boy e programando uma nova sessão em primeira instância. Com a pandemia do novo coronavírus, essa ação ainda não foi realizada.

Por REDAÇÃO

SUGESTÃO DE PAUTA: coisasdecajazeiras.pb@gmail.com - (83) 98822-0095

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