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TJDF-PB anula decisão que condenou o zagueiro Egon, do Atlético do Cajazeiras

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O Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF-PB) julgou nessa quarta-feira as mais dois pedidos de revisão de pena de jogadores que disputam o Campeonato Paraibano. No entendimento do júri, tanto o processo que condenou o zagueiro do Atlético de Cajazeiras, Egon, quanto o do atacante do CSP, Negueba, a suspensões de jogos foram consideradas nulas.

No caso de Egon, a discussão foi mais acirrada em temos de resultado. Por maioria, um 4 a 3, os auditores do Pleno entenderam que o jogador teve seu direito de defesa prejudicado por conta das citações e intimações que não foram feitas corretamente. De acordo com a relatora, Waleska Trindade, nem o jogador nem o Trovão Azul foram avisados do julgamento.

Os auditores Luís Artur e Rogério Cabral abriram divergência no voto da relatora, alegando, em resumo, que o clube teve sim ciência das citações e que deveria ter checado a condição do zagueiro antes de escalá-lo. Eles também lembraram que nulidade do processo beneficiaria o próprio Trovão Azul, que “obviamente alegaria que não avisou ao atleta sobre o julgamento”, tendo em vista que foi o suposto infrator de colocar um jogador de maneira irregular. O auditor Gustavo Nunes votou contra a relatora também. Já os auditores Gabriel Barbosa, Odilon Netto e Hermano Gadelha votaram com a relatora e formaram a maioria por 4 a 3.

Egon não chegou a ser expulso na partida semifinal entre Atlético-PB e Campinense pelo Campeonato Paraibano de 2019, mas como empurrou um gandula, o árbitro Wagner Reway registrou em súmula. Em junho do ano passado, o defensor foi julgado e punido com dois jogos de suspensão. Com a nulidade desse processo, o caso agora vai ser remetido para uma das comissões do TJDF-PB para que Egon seja julgado novamente, podendo o zagueiro ser suspenso por alguns jogos.

No caso do CSP, a decisão foi unânime. Todos os auditores votaram com o relator Grabriel Barbosa, que concordou com a tese da defesa de que o processo teve um grave vício. A denúncia acabou sendo formulada após o prazo legal, o que fez com que a denúncia estivesse prescrita. Como o Pleno entendeu que havia prescrição, o processo foi findado e Negueba não será julgado por conta da expulsão no último jogo que fez pela Queimandense no ano passado.

Com as decisões, as denúncias do Treze e do Sport Lagoa Seca contra o Atlético de Cajazeiras e do São Paulo Crystal contra o CSP acabam perdendo o objeto e não devem ser julgadas mais, pelo menos neste momento. Os denunciantes requeriam a perda de pontos do Trovão e do Tigre por conta de supostas escalações irregulares. Como os processos foram declarados nulos, não há mais punições para serem cumpridas até o momento. Treze e São Paulo Crystal, no entanto, prometem recorrer ao STJD.

Numa rede social oficial, o Atlético-PB celebrou a decisão do Tribunal e cutucou os dois clubes que denunciaram o clube.

Por REDAÇÃO

SUGESTÃO DE PAUTA: coisasdecajazeiras.pb@gmail.com - (83) 98822-0095

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