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Tempos de incertezas

POR JOSÉ ANTÔNIO

Todos afirmam que a Pandemia do coronavirus do Covid 19 vai passar. Eu também acredito. Mas quando? Esta é a pergunta que poucos sabem responder. Os cientistas do mundo todo buscam uma vacina, porque só com ela vamos ficar imune de pegarmos o vírus que tem ceifado milhares de pessoas em derredor do mundo.

O fato é que a pandemia tem provocado danos nos mercados globais e paralisando atividades econômicas no mundo todo, com impactos na produção industrial, no comércio, nos empregos e renda.

Para tentar conter a pandemia, boa parte da população mundial foi submetida a medidas de isolamento, que incluíram fechamento de escolas e do comércio, viagens e negócios foram cancelados.

Os organismos internacionais projetam uma retração nunca vista na economia mundial e até mesmo os países mais ricos do mundo vão ter muitas dificuldades para se reerguerem, imagine um país como o Brasil, que já vinha tentando se recuperar de uma crise braba, o quanto de dificuldades não vai ter para voltar a respirar e colocar nos trilhos sua economia e que possa dar a cada brasileiro uma possibilidade de sobreviver, se não morrer do coronavirus.

Ora, se o mundo está vivendo este baque, imagine o quanto um estado pobre como a Paraíba vai penar para ultrapassar este deserto de incertezas e se olharmos para a nossa cidade de Cajazeiras, aí sim, as coisas se complicam ainda mais, tendo em vista de já termos uma imensidão de desempregados, milhares de famílias que sobrevivem do Programa Bolsa Família, um comércio que se movimenta quase na sua totalidade em torno do pagamento do funcionalismo público, do dinheiro dos aposentados e do setor terciário da economia tendo com base principal a educação?

A preservação da vida tem sido a grande bandeira, mas isto só é possível se a grande maioria da população viva em isolamento social para não pegar o covid 19, mas por outro lado tem os que defendem que o fechamento do comércio, da indústria e das escolas poderá provocar um dano irreparável na vida de todos. Então? Eis o dilema! O que fazer?

Em Cajazeiras, com seu comércio fechado, suas escolas e parte das suas pequenas indústrias, não se tem uma ideia do que poderá ocorrer em breve, se as autoridades não tiveram a capacidade de encontrar saídas para salvar a nossa já combalida economia.

Os desempregos já estão aí chegando à casa de muitos trabalhadores de Cajazeiras e os números já indicam que só no mês de abril e nestes 27 dias do mês de maio já deram entrada, de forma presencial, no seguro desemprego, 260 trabalhadores sem contarmos com outra grande quantidade que o fez de pela internet.

Imaginemos o tamanho do prejuízo para as escolas particulares, de nossa cidade que têm matriculado mais de dez mil alunos? Como ficam as mensalidades? São questões muito complicadas.

E as igrejas, sejam católicas ou evangélicas? Como estão sobrevivendo sem a presença dos fiéis? Todos estão se reinventando diante desta grave pandemia.

A salvação para milhares está sendo o auxilio que o governo federal resolveu financiar para milhares de família de nossa cidade, bem como para outras categorias de trabalhadores informais poderem atravessar esta rigorosa noite de frio, que parece não ter fim.

Mais tempo de incerteza vem por aí e quando tudo isto vai passar, infelizmente, não temos uma resposta que nos convença.

Por JOSÉ ANTONIO DE ALBUQUERQUE

Professor e historiador, fundador do jornal Gazeta do Alto Piranhas e diretor da Rádio Alto Piranhas.

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