Sobrinho de Bolsonaro visita Cajazeiras e mantém reunião com representantes da direita local


A cidade de Cajazeiras recebeu a visita de um sobrinho do presidente Jair Bolsonaro neste domingo (1). Dizendo-se representante do Governo Federal, Leonardo Rodrigues de Jesus, mais conhecido Léo Índio Bolsonaro, é assessor parlamentar do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), e visita os estados do Nordeste, em busca de colher informações e demandas da sociedade, para que sejam levadas ao Palácio do Planalto em Brasília.

Em Cajazeiras, Léo Índio Bolsonaro foi recebido por representantes do Movimento Direita Cajazeiras. Na ocasião, foi entregue uma lista de solicitações e demandas, dentre elas a aquisição de aparelhos para a instalação de uma UTI Neonatal para tentar diminuir o sofrimento da população.

Além dessa demanda, estão outras, tais como: a solicitação da viabilidade para a liberação do restante das verbas para a construção do Hospital Universitário Federal, na cidade de Cajazeiras; projeto da Zona Franca do Semiárido, alavancando a geração de emprego, renda e desenvolvimento para todo Sertão.

“Alguns dos projetos já estão no quadro de demandas do Governo Federal, com projetos já existentes em outros municípios do Brasil. Conversamos ainda sobre o aparelhamento, para Cajazeiras, na área da saúde”, ressaltou Moaby Abreu, um dos líderes do grupo Movimento Direita Cajazeiras.

O Movimento Direita Cajazeiras é formado por comerciantes, policiais, professores, líderes religiosos, estudantes, médicos, enfermeiros, profissionais liberais, entre outros.

“ESPIÃO VOLUNTÁRIO” DO GOVERNO

O assessor parlamentar Leonardo Rodrigues de Jesus, o Leo Índio, primo dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, virou uma espécie de “espião voluntário” do governo. Nos primeiros meses da gestão do tio, Léo Índio elaborou dossiês informais de “infiltrados e comunistas” nas estruturas federais nos Estados.

Os relatórios começaram a ser feitos de maneira unilateral, sem nenhum pedido oficial do Palácio do Planalto ou da família Bolsonaro, quase sempre de maneira amadora. Leo Índio cruza dados abertos da estrutura federal nos Estados com notícias de jornais e de colunas, para tentar identificar a quem o servidor comissionado está ligado.

Léo Índio ganhou notoriedade por possuir carta branca para entrar no Palácio do Planalto. Nos primeiros 45 dias de Bolsonaro, esteve 58 vezes no Planalto. Com 35 anos, foi estudante de Administração e ocupa o cargo de assessor parlamentar do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder do governo, com o salário de R$ 22.943,73.

COM ASSESSORIA E UOL

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *