Sobre José Adegildes Bastos

A COLUNA DE FRANCELINO SOARES

ZÉ ADEGILDES, EMBRIONANDO EM UM RÚSTICO E PRIMITIVO ESTÚDIO DE SUA NRP / FOTO DO ACERVO DE FRANCELINO SOARES

Certamente que, dentro dos parâmetros e objetivos da Academia Cajazeirense de Artes e Letras, a grande mola mestra será a busca da perpetuação dos que fizeram e continuam fazendo parte de nossa história, mesmo que seja num passado recente.

E foi baseado em sua operosidade funcional que a ACAL consagrou dentro dos seus Patronos o amigo JOSÉ ADEGILDES BASTOS, detentor da Cadeira 25, cujo acadêmico será o professor e radialista Gílson Souto Maior, campinense de nascimento, mas cajazeirado por adoção.

Desde o surgimento dos serviços de alto-falantes, aí pelos idos de 1938, quando Adegildes contava a idade de apenas nove anos, ele já começava a ouvir e se interessar pela radiodifusão. Pode-se dizer mesmo que foi uma vocação precoce. Eram os bons tempos em que os serviços de transmissão nos chegavam pelas ainda hoje conhecidas como “bocas de som”, instaladas nos postes espalhados pelas artérias mais frequentadas da cidade. Merece destaque a que ficava instalada de lado do campo defronte do TG-243 e do Grupo Escolar Mons. Milanez. Aliás, foi ali mesmo que Adegildes conheceu e namorou Arlinda Mangueira (in memoriam), com quem veio a contrair matrimônio, deixando-nos o casal a sua prole: Robstaine, Gizélia, Giseuda e Robson.

Advindo do sítio Mata Fresca, onde nasceu em 1929, Zé Adegildes logo se mostrou desenvolto, passando a auxiliar o pai, o conhecido comerciante Rosendo Bastos, na sua loja de produtos diversificados, situada no mesmo local onde ainda permanece: na Rua Padre José Tomaz, esquina com a Rua Cel. Guimarães (antiga Rua da Tamarina), com visão privilegiada para a Praça Coração de Jesus, a nossa Praça dos Carros.

Estudou e obteve o Certificado do Curso de Contabilidade na antiga Escola Comercial Mons. Constantino Vieira, acumulando os conhecimentos que o levariam a administrar a loja do pai. Mas a mania por “difusora” e, posteriormente, por “rádio” agigantou-se quando se aproximou de outro baluarte do comércio e da radiofonia cajazeirense, Mozart de Souza Assis, outro Patrono de nossa ACAL (Cadeira 33). Juntos “casaram e batizaram” desde o serviço de alto-falantes, como da instalação de nossa almejada e tão querida Difusora Rádio Cajazeiras / DRC.

Não se pode olvidar os tradicionais serviços de alto-falantes, a conhecidíssima e ainda vivente Norte Publicidades Radiofônicas, a NPR, que continua instalada no local do seu nascimento, a telúrica Praça Camilo de Holanda.

Ah! Ia me esquecendo: foi com Adegildes que aprendi a “fazer rádio”.

Por tudo isso é que, em livro que fará parte das comemorações da Semana da Cidade deste ano, em evento promovido pela ACAL, Gílson Souto Maior diz, alto e bom som, que “Adegildes Bastos será sempre um nome a ser lembrado”.

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