Severino de Souza Oliveira (2ª parte)

A COLUNA DE FRANCELINO SOARES

Em 1961, Severino submeteu-se ao vestibular para a Faculdade de Direito, logrando êxito e, nos exames orais, interrogado pelo Professor Luiz Gonzaga de Miranda Burity, misto de odontólogo e professor de Latim, pai do futuro governador Tarcísio de Miranda Burity, deu um verdadeiro show de conhecimento da língua latina, fruto do conhecimento que possuía tanto de nossa língua-mãe, como dos escritores clássicos Cícero (aquele das famosas “Catilinárias”) e Ovídio (o das “Metamorfoses”).

Concluiu o Curso de Direito em 1965, em uma turma de que também faziam parte os futuros desembargadores Dr. Antônio de Pádua Montenegro, ex-Presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, meu colega de Seminário e dos Correios e Telégrafos e Drª.  Ana Clara, do Tribunal Regional do Trabalho, e minha antiga colega dos bancos do Liceu Paraibano.

Por esse tempo, Severino, após prestar concurso público, já trabalhava no Banco do Nordeste do Brasil – BNB –, iniciando a carreara bancária, em Catolé do Rocha, onde continuou com a sua importante atividade docente, ministrando aulas no Círculo Operário e no Colégio Dom Vital, fundado ali pelo Frei Marcelino de Santana, já enveredando pelo campo das ciências exatas: foi reconhecido professor de Matemática, nos dizeres de antigos alunos, como Dr. Paulo Barbosa de Almeida, Procurador de Justiça na Paraíba e do médico Dr. Everaldo Alves da Rocha, em atividade, hoje, em Caruaru-PE.

Retornando eu de Cajazeiras à Capital do Estado, neófito na docência, buscando uma afirmação mais consistente no magistério, foi o Professor Severino que me recomendou à diretora do Liceu Paraibano, Dona Daura Santiago Rangel, que, de certa forma, investindo num sertanejo, ainda desconhecido, conseguiu o meu primeiro contrato como professor da tradicional escola paraibana, assinado este pelo então governador João Agripino.

Em 1967, já vamos encontrar Severino, após concurso público, trabalhando como Fiscal de Tributos, no Instituto de Açúcar e do Álcool – IAA –, tendo ali travado amizade com o conhecido jornalista João Manoel de Carvalho, até há pouco tempo diretor-presidente do periódico semanal Contraponto. Sobre essa convivência, assim se expressou o jornalista: “Tive o privilégio de conhecer Severino de Souza Oliveira durante a convivência que mantivemos por muitos anos no IAA. Posso afirmar que foi um dos homens mais dignos que tive pela frente em toda a minha vida!”.

Transferido para São Paulo, por força de problemas de saúde, o Professor Severino nos deixou em 1986 (?), deixando, nos dizeres do Dr. José Tarcízio Fernandes, que o conheceu nos tempos de Catolé do Rocha, um exemplo de “valores pessoais, que são muitos, e dele fazem um ser dotado de uma aura espiritual capaz de irmanar a todos e, de logo, captar admiração e respeito”.

À sua viúva, Dona Francinete, e aos seus filhos, Clara, Dr. Alberto, José Lira e Rivânia, a nossa homenagem e o respeito que nos habituamos a ter pelo Professor Severino de Souza Oliveira.

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