Severino de Souza Oliveira (1ª parte)

A COLUNA DE FRANCELINO SOARES

O professor José Antônio nos batizou, a nós que vivemos fora de Cajazeiras, de “exilados voluntários”.  Aceito de bom grado a alcunha, apesar de que tenha sido involuntariamente que deixei a minha cidade. Ossos do ofício…

Quantos, como eu, não tiveram também que buscar outras plagas, quando, em voos maiores, tivemos que deixar a cidade que nos viu nascer e crescer…

Um dos tais exilados é o retratado no nosso Perfil de hoje. Trata-se do professor e mui querido amigo Severino de Souza Oliveira. Nasceu ele no sítio Barra do Catolé, município de Cajazeiras, mas sua infância ocorreu pelas ruas, becos e vielas de nossa cidade.

Seus ancestrais descendem de Henrique de Souza Oliveira (•1846 – †1924), que exerceu múltiplas atividades em nossa cidade: mestre-escola; Juiz de Paz, durante doze anos, a partir de 1882; Adjunto de Promotor; Conselheiro Municipal, chegando a exercer até a atividade de rábula, sempre advogando em favor dos mais necessitados. Se o prezado leitor fizer a associação de Henrique de Souza Oliveira com aquele outro Henrique Oliveira – cuidadoso responsável citadino pelo “último adeus aos que já se foram”, pois o seu comércio eram as “casas mortuárias” – está certíssimo, pois este era bisneto daquele e pai dos nossos amigos Antônio, José (Dedé), Dr. Emídio, Bosco, Aécio, Beta, Socorro, Yeda, Francisco Sávio (Chico) e Carlos Henrique.

Severino vem desta linhagem, pois o seu pai, Juvenal, era irmão deste último Henrique Oliveira, e era irmão do “doutor em mecânica”, o nosso saudoso Seu Chiquinho Oliveira.

Mas vamos ao que interessa: Severino de Souza Oliveira ou, simplesmente, Professor Severino, era filho de Juvenal de Souza Oliveira, irmão deste último Henrique Oliveira, de quem Severino era, então, sobrinho. Feitos os primeiros estudos de alfabetização em Cajazeiras, matriculou-se no Seminário Franciscano, em Triunfo-PE, e concluiu o antigo Curso Primário, transferindo-se, em 1951, para o Seminário Franciscano de Ipuarana-PB, onde permaneceu até o ano de 1955, aprofundando-se nos estudos de Latim, Grego e Alemão. Em dizeres do seu antigo colega de Seminário, Olívio Martins de Souza Torres, coletados pelo Desembargador Raimundo Oliveira, por essa época “Severino era o mais alto da turma. Bom companheiro, de índole boa e pacífica”.

Severino, após deixar o Seminário, retornou a Cajazeiras, permanecendo três anos fora da escola, porém chegou a concluir o antigo Curso Secundário na Escola Técnica do Comércio Mons, Constantino Vieira, hoje E.E.E.F.M. Mons. Constantino Vieira. É quando começam a se revelar os seus dons de professor, ministrando aulas na mesma escola e no nosso Seminário Nossa Senhora da Assunção e mantendo aulas particulares em sua residência, localizada na Rua Cel. Peba. Foi nessas “aulas particulares” que conheceu aquela que viria a desposar, Francinete, natural do sítio Águas Belas. Mas, começa aí a história de um homem vencedor e de cujos detalhes os leitores tomarão conhecimento no próximo Portal da Memória.

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