Sessão especial da ALPB celebra centenário de Luiz Gonzaga



No dia do centenário de nascimento de um dos maiores expoentes da música popular brasileira, a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou uma sessão especial, nesta quinta-feira (13), para homenagear o Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

A comemoração teve o objetivo de refletir e discutir sobre a história do cantor e compositor que marcou o cenário da realidade e da cultura do sertão nordestino para o Brasil.


O Coral dos Funcionários do Tribunal de Contas do Estado, regido pelo maestro João Alberto Gurgel, iniciou o evento com a apresentação de um pout-pourri de músicas de Luiz Gonzaga intitulado por eles de “Quadrilha de seu Lula”.

A sessão foi animada pelas grandes obras de Gonzaga e contou com a participação de Edson Azevedo e Banda e teve a participação especial do cantor Bira Delgado. Eles cantaram clássicos como Asa Branca, Baião de Dois e Qui nem Jiló.

O deputado Vituriano de Abreu (PSC), autor da propositura, destacou a importância da Paraíba destacar o centenário de nascimento do Rei do Baião. “O Brasil passou a conhecer de fato o Nordeste, através das músicas de Luiz Gonzaga. A Paraíba também tem que ser grata a ele, que não deixou de exaltar o nosso povo”.

A diretora do Departamento de Cultura e Memória da ALPB, Cida Lobo, ressaltou as obras do músico e compositor e fez uma homenagem ao cantar algumas músicas de Gonzaga à exemplo de Assum Preto. “Ele foi um homem surpreendente, que tocou a alma dos brasileiros com palavras que retrata a história dos nordestinos”.

“Tudo em Gonzaga é atualidade. Quem quer se projetar na música, ainda hoje, vai atrás e se inspira no Rei do Baião”, destacou o ex-deputado Antônio Quirino de Moura.

Biografia

Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu em Exu (PE), em 13 de dezembro de 1912, e morreu em Recife no dia 2 de agosto de 1989. Cantor e compositor pernambucano que tornou o forró e o baião conhecidos em todo o Brasil. O filho do “velho” Januário, que consertava sanfonas, aprendeu com o pai a tocar e a cantar. Nascido no município de Exú, no Sertão, ele é considerado o Rei do Baião.

Nunca esqueceu seu povo, o Sertão, o forró na sala de reboco e carregava nas roupas que vestia nas apresentações a vida do vaqueiro. A imagem do homem de mãos calejadas, com esperança no olhar, ele cantava em músicas como “Vida de Viajante” e “Asa Branca”.

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