Secretaria de Saúde não acompanha casos de leishmaniose em Cajazeiras


Não é apenas o número de cães soltos na cidade que está sem controle em Cajazeiras. O Núcleo de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde também perdeu o controle do número de leishmaniose visceral (calazar).

Até o final do ano passado, o Núcleo de Zoonoses do município fazia esse acompanhamento; quando tinha um animal com suspeita da doença, Eliezer Querino, contratado pelo município, ia até o local, colhia o sangue do animal e enviava o exame para o Laboratório Central, em João Pessoa. Em caso positivo, o cão era sacrificado, tendo em vista que não existe cura para a doença.

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Em seguida, o Núcleo de Zoonoses fazia a borrifamento do local onde vivia o animal, para combater o mosquito que retransmite a doença de animal para animal e para humanos e recolhia o sangue dos cães da área e também enviava para exame.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Zoonoses do município, Cléo Moura, esse trabalho não vem sendo feito e alguns donos de animais com suspeita de calazar pagam pelo exame nas casas veterinárias da cidade, que, em caso de positivo, sacrificam os animais. Ela não soube informar quantos casos da doença já foram registrados esse ano.

Em relação a calazar em humanos, ela disse que não foi registrado nenhum caso. O Pet shop Vira Lata informou que a cada dez animais que chegam à casa veterinária com suspeita da doença, o resultado do exame é positivo. Esses animais são sacrificados. A grande preocupação é que a doença fuja do controle infectando novamente humanos.

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Toda essa estrutura foi desmontada com a mudança de governo e vem gerando preocupação na população. Para se ter uma ideia, em 2015 foram notificados pelo Núcleo de Zoonoses 271 casos de calazar em cães e 11 em humanos, com três óbitos. Em 2016, foram registrados até o mês de novembro, 203 casos.

Com relação ao crescente número de cães soltos nas ruas da cidade, a coordenadora do Núcleo de Zoonoses informou que o município não tem como retirar todos das ruas.

“Se tivesse um canil, o controle seria feito por meio da castração. Os animais doentes seriam tratados e devolvidos às ruas, tendo em vista que o município não teria condições de manter todos esses animais”, disse.

Algumas entidades e protetores de animais estão fazendo uma campanha com o intuito de construir um canil na cidade. A secretária de Saúde do município tentou contratar o canil de Eliézer Querino, bem como seus serviços, já que ele tinha um veículo para recolher os cães, entretanto, segundo as informações, algumas entidades não concordaram.

 

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