Safra sofrerá redução de 84%



Sofrendo os efeitos da estiagem que castiga as regiões do Sertão, Cariri e Curimataú do Estado, a Paraíba deverá ter redução de 84,7% na safra de grãos neste ano em comparação com o ano passado. O levantamento, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado ontem, revela que neste ano o Estado deverá produzir apenas 22,2 mil toneladas de grãos, registrando a terceira maior redução percentual de safra no país.

No panorama nacional, a estimativa de perda da safra na Paraíba é menor apenas que a redução estimada para a produção do Rio Grande do Norte, que deverá chegar a 89,9% em comparação com o ano passado, e do Ceará, que deverá ter redução de 87,5%.

Na última safra, de acordo com a Conab, a produção de grãos na Paraíba chegou a 144,8 mil toneladas. Além da redução na colheita por causa dos efeitos da seca, o levantamento revela ainda que o Estado sofreu forte retração na área plantada, passando de 329,9 mil hectares, para 96,6 mil hectares, o que significa um decréscimo de 70,7%.

Para o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag-PB), Liberalino Lucena, o levantamento divulgado pela Conab é o que mais se aproxima da situação em que se encontra a agricultura no Estado diante dos problemas climáticos. “Estavam sendo divulgadas estimativas que não faziam parte da nossa realidade. Por causa da seca, tivemos perdas de praticamente 100% no Sertão, no Cariri e no Curimataú.

Estas regiões são responsáveis por cerca de 70% da produção de grãos no Estado e por isto acredito que as perdas são maiores do que o que estava sendo divulgado antes (com quedas que chegavam a 69%). Acredito que esta última projeção está mais perto da verdade”, comentou. Com relação à redução de área cultivada, Liberalino Lucena afirmou que a diminuição da área também está relacionada à estiagem. “Sem chuva, muitos agricultores nem plantaram porque não tinha como. No Sertão, acredito que 99% dos agricultores nem chegaram a realizar o plantio”, ressaltou.

COM REPORTAGEM DE NATÁLIA XAVIER PARA O JORNAL DA PARAÍBA

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