‘Sacoleiras virtuais’ são nova face do varejo online


SACOLEIRA-VIRTUAL

Pesquisar preços em várias lojas sem precisar dar um passo, fugir do trânsito complicado das grandes cidades, não se preocupar com estacionamento, economizar tempo, além de, claro, aproveitar o conforto da própria casa, são algumas das vantagens que têm atraído um número cada vez maior de consumidores para as lojas virtuais e também para as redes sociais, onde uma nova categoria de vendedores ganha espaço e a preferência do público: são as chamadas sacoleiras virtuais.

Este novo consumidor, que prioriza mais a comodidade, preços melhores, contato mais fácil e rápido com os vendedores e informações mais completas tem impulsionado o e-commerce no Brasil, mas também tem promovido transformações no setor.

O chamado social commerce, que engloba as relações de compra e venda que ocorrem em diversas plataformas das redes sociais, oferece oportunidades para empreendedores de todos os portes e é apontado como a nova tendência dos negócios online, que seguem crescendo e movimentando bilhões de reais no Brasil.

De acordo com Pedro Guasti, diretor executivo da e-Bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico, o setor atingiu cerca de 50 milhões de consumidores em 2013, registrando um faturamento de R$ 28,8 bilhões, valor 28% maior que o anotado no ano anterior, superando as expectativas dos empresários do setor.

“Nos últimos cinco anos, o setor tem tido um crescimento médio de 30%. É um crescimento bastante forte, importante e que estimula a entrada de novas lojas, novos players. Em relação ao número de consumidores, somente em 2013, entraram dez milhões de novos consumidores. Isso representa um crescimento de 20% a 25% de novos compradores, pessoas que não compravam em lojas virtuais e que começaram a comprar. Esse é um dos fatores que explica o crescimento do setor”, destaca Pedro Guasti. Muitas pessoas não compravam porque não tinham acesso à internet. Hoje, metade acessa a internet. Isso faz com que as pessoas que não acessavam a internet ou aquelas que perderam o medo do e-commerce comecem a comprar, garantindo o crescimento do setor para os próximos anos”, completa o executivo.

Mais acesso – De fato, o acesso à internet continua crescendo em todo o País, democratizando ainda mais o acesso à informação e a outras oportunidades que essa tecnologia proporciona, como o comércio virtual. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil já superou a barreira de 200 milhões de habitantes. Desse total, mais de 105 milhões de brasileiros já acessam a internet. A informação é de uma pesquisa do Ibope Media, segundo a qual, no segundo trimestre de 2013, o número de pessoas com acesso ao serviço no País – considerando qualquer ambiente: domicílio, trabalho, lan house, escolas, espaços públicos etc – chegou a 105,1 milhões, um incremento de 3% na comparação com igual período do ano anterior.

Outro fator que tem contribuído para ampliar o comércio virtual é o amadurecimento do setor e também dos consumidores. “Nos primeiros dez anos (de atividade), as pessoas tinham muito medo de comprar, tinham receio de colocar seus dados pessoais na internet. No entanto, isso já foi suplantado. Estamos em outra fase no Brasil. As pessoas aprenderam a comprar pela internet”, ressalta Guasti.

No entanto, outro fator tem sido preponderante para que mais pessoas comprem pela internet: a comodidade. Segundo o estudo “O comércio eletrônico brasileiro”, realizado pelo Ibope e-commerce e divulgado em outubro passado, 93% das pessoas que compram pela internet o fazem pela comodidade.

Perspectivas – Com a continuidade do crescimento do acesso, as promoções e, muitas vezes, melhores preços praticados pelo comércio eletrônico, além da busca cada vez maior por conforto e comodidade na hora de ir às compras, o setor deve continuar com forte expansão neste ano. A E-bit prevê crescimento nominal de 20% para o e-commerce em 2014. “Teremos um período de mais desafios, mas esperamos que o e-commerce encerre o ano com faturamento de R$ 34,6 bilhões. A Copa do Mundo deve aquecer a venda de materiais esportivos e de televisores de grandes proporções com tela fina”, aposta.

Neste cenário promissor, os empreendedores cearenses também buscam sua fatia no mercado, com tradicionais redes de lojas físicas investindo no comércio eletrônico e com iniciativas inovadoras na rede conquistando o público – isso sem contar o crescente segmento de vendas pelas redes sociais. Mas com um número maior de opções disponíveis na web, o desafio agora é aperfeiçoar ainda mais produtos e serviços, sempre visando conquistar e fidelizar estes novos clientes, fazendo com que se sintam cada vez mais à vontade .

DIÁRIO DO NORDESTE

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