[RAFAEL HOLANDA] Saudade


saudade

Quando a saudade mata o riso, e mesmo não matando o homem, fere o espírito é porque o tempo desnudou a beleza, se fez incerteza, colocando o homem por caminhos sem esperanças. É duro caminhar sem ninguém, sem ter palavras para dizer e outras para ouvir, sem buscar na brisa do vento pouco de alento que sossegue a solidão.

Nas tempestades onde a lágrima se faz nascente desce em tristeza e se transforma em rio para desembarcar no mar da saudade, forçando o homem a procurar companhia, fazendo do amor uma usina de luz para iluminar os seus passos. Feliz aquele que durante a vida mesmo por estrada sofrida foi capaz de com poucas letras compor os versos da beleza se transformando no mais simples e o melhor.

Felizes os que souberam consolar se tornando esperança na vida dos que sofriam, felizes aqueles que enfrentaram as intempéries do tempo para chegar onde um grito pedia ajuda, felizes os que amam, que choram, que dividem mesmo sem divisões, mas transmitem conforto, felizes os que oram, os que padecem as dores alheias e vivem num mar de paz e fé.

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