[RAFAEL HOLANDA] Dia das Mães


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Mãe, você era à melodia completa e magistral, que até o silêncio gostava de ouvir, você era à esperança dos meus momentos, e hoje eu vivo só.

Você era à paz que me confortava, o riso que necessitava os momentos dos meus momentos, que amenizava a tormenta do meu dia e transformava meus erros em verdade.

Você era minha festa maior, meu exemplo de vida, minha ponte para atravessar as malicias da vida, e o repouso da minha solidão, e hoje eu vivo só.

Você era à soma de todos os amores, assim como o branco maternal é a soma de todas as cores,você era saudade que eu não gostaria de ter.

Você era à estrada da luminosidade quando eu me achava na escuridão da vida, você era à mão maior estendida nas minhas tentações desenfreadas.

Você era a canção de amor em forma de oração, era a palavra sagrada e linda que um dia o poeta escreveu, e hoje me sinto só.

Você era o riso que bloqueava a minha lágrima, o balanço das minhas noites mal dormidas, o sossego para o meu medo infantil, e hoje eu vivo só.

Você era a minha festa diária, e que muitas das vezes não soube aproveitar, era o afago de um colo meigo que não procurava medir o tempo de amor para me dar.

Você era a vida e a luz do amor, a segurança que produzia um aroma de paz, e dava-me forças de fé para esmagar toda falsidade que me cercava.

Você era o mar calmo do meu momento de dificuldade, a perfeição de Deus que se fez mulher, e acima de tudo a semente de todas as virtudes.

Você era a figura humana de tanta doçura, que hoje arrastado como um desvalido vivo nas sombras da saudade busca em pequenas memórias a grandiosidade dos seus gestos, e hoje eu vivo só.

Você era o perfume das flores, a brisa amiga, o mar que murmurava canções de ninar e apesar de tudo de bom não soube aproveitar, e hoje vivo só.

Você era minha voz quando não podia clamar meus olhos na escuridão dos meus passos, e minha arvore frondosa que protegia das tempestades da vida.

Agora resta o agradecimento a Deus pelos bons momentos que compartilhamos, e que por acha-me extremamente ocupado perdi a chance de aproveitar, e hoje no sepulcro do meu coração me acho só.

Você era a alegria dos meus dias, a mão que balançava o berço, as letras de uma canção sem igual que enxugava as minhas lágrimas diante das tempestades de vida.

Você continua ser o sonho que me deixa calmo, a voz que ecoa de forma constante para que eu possa decidir as coisas, não pela razão, mas pelo coração.

Você é o verso de cada dia, os seus olhos permanecem vivos aos meus olhos e na tristeza da estrada procuro encontrar a sua imagem a beira do meu carinho para ouvir os seus conselhos.

Eu me consolo pela perda, mas não me convenço da ausência, pois embora Deus me tenha sido tão bom, ainda eu me sinto um pequeno menino na saudade das saudades.

Aproveitem este dia; saibam compreender que o riso com o passar do tempo se transforma em lacuna, e com certeza chegará o fatídico dia em que reconhecerá que eras feliz e não sabia.

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