Professores do IFPB entram em greve



Acompanhado o movimento nacional grevista dos professores das instituições federais, os docentes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), no campus de João Pessoa, entraram em greve nesta terça-feira (5). Os trabalhadores técnico-administrativos também aderiram ao movimento. O pró-reitor da instituição, Paulo di Tarso, disse que 7.500 estão sem aulas em João Pessoa.

A previsão de Arilde Franco Alves, do Conselho Fiscal do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica e Tecnológica da Paraíba (Sintef-PB), é que até o dia 13 de junho todos os campi da Paraíba paralisem as atividades. O campus de João Pessoa está funcionando com 30% do efetivo.
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As reivindicações, segundo Arilde Alves, são no âmbito nacional e local. “A pauta local é a mesma que foi apresentada em 2011 e o reitor não cumpriu nada”, disse o integrante do Sintef-PB. Algumas das reivindicações são a progressão dos novos docentes que entraram em agosto de 2009, que segundo Arilde Alves, estão tendo um prejuízo de mais de R$ 1 mil por mês. Os professores também pleiteiam vale-transporte para os servidores do interior.

O pró-reitor Paulo di Tarso disse que já apresentou as reivindicações para o Ministério da Educação e Planejamento e agora aguarda uma posição. “Sempre que solicitado, a reitoria vem conversando com a comissão de greve”, disse. Na pauta apresentada no ano passado pelos professores também estavam o reajuste salarial de 16,4%, redução de 40 para 30 horas da jornada de trabalho dos servidores, maior participação dos funcionários nos conselhos deliberativos e democratização da estrutura do IFPB.

Os campi de Cabedelo, Cajazeiras, Campina Grande, Guarabira, Monteiro, Patos, Picuí, Princesa Isabel e Sousa aprovaram o indicativo de greve para o próximo dia 13 de junho. Na Paraíba, estudam cerca de 18.500 alunos nos dez campi do IFPB distribuídos pelo estado.

Greve das instituições federais na Paraíba
Os 62 mil alunos das Universidades Federais da Paraíba (UFPB) e de Campina Grande (UFCG) estão sem aulas há 20 dias. Segundo a assessoria da Adufcg, os professores querem a restruturação da carreira docente, prevista em um acordo firmado em 2011. Os docentes também pleiteiam melhores condições de trabalho e a valorização profissional.

De acordo com a assessoria de imprensa da UFPB, atualmente a instituição tem 42 mil alunos distribuídos nos campi de João Pessoa, Areia, Bananeira, Rio Tinto e Mamanguape. Já a assessoria de imprensa da Adufcg informou que a Universidade Federal de Campina Grande conta com 20 mil alunos. A greve das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) é um movimento nacional que foi proposto pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). De acordo com o Andes-SN, 49 insituições federais aderiram ao movimento.

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