Prefeitura de Cajazeiras quer vender imóveis para reforçar caixa do Ipam e aliviar contas do município


A Prefeitura de Cajazeiras está pretendendo leiloar, o mais breve possível, alguns imóveis que pertencem ao município e que não estão sendo usados. O objetivo do leilão é aplicar o dinheiro no caixa do Instituto de Previdência e Assistência Social de Cajazeiras (Ipam) para amenizar o rombo financeiro que se acumulou por décadas no órgão.

O secretário municipal de Governo e Articulação Política, José Anchieta, disse que o dinheiro arrecadado no leilão seja automaticamente vinculado às contas do Ipam, não permitindo que ele seja aplicado em outros fins. O secretário espera que o Projeto de Lei seja colocado em votação até a próxima semana.

Anchieta explicou que, a princípio, pelo menos seis imóveis (entre terrenos e prédios sem funcionalidade) poderão ser leiloados, a exemplo do imóvel onde funcionava a antiga lavanderia da cidade, na Avenida Comandante Vital Rolim.

Também deverão ser leiloados o terreno onde foi iniciada a construção de um hospital municipal no governo do ex-prefeito Antônio Vituriano de Abreu (próximo ao estádio O Perpetão), cuja obra parou após o Ministério da Saúde suspender o envio de recursos; e um terreno que fica no loteamento de Chico Gomes, que foi doado ao Tribunal de Justiça da Paraíba para a construção de um novo fórum, mas a prefeitura pretender reavê-lo, já que o TJPB não vai realizar a obra.

Vereadores questionam

Depois de encaminhar à Câmara Municipal um projeto de lei que prevê a venda de 26 terrenos e prédios públicos, o prefeito de Cajazeiras, José Aldemir, recuou pedindo de volta e refez apenas com seis autorizações de venda, incluindo o prédio que funciona o Bolsa Família.

O projeto foi apresentado na sessão ordinária desta terça-feira (19), mas depois de uma discussão ampla, a mesa diretora resolveu baixar as comissões para uma análise mais profunda e em seguida seguir para votação.

O líder da bancada de oposição, Roselânio Lopes (PTB), disse que para aprovação do projeto precisa de dois terços dos vereadores, o que na visão dele é representaria um retrocesso para cidade.

“Esse projeto é uma vergonha. Cheios de erros grotescos e não podemos aprovar. Isso é um desserviço à população e ao patrimônio do município, ” declarou.

Já o vereador Kleber Lima (PTB) reforçou que o projeto não tem segurança nenhuma. “Tudo errado, começando pelas vendas das áreas verdes de alguns loteamentos. Essas áreas são para construir academias ao ar livre, praças e opções de lazer para as comunidades e não para arrecadar dinheiro,” comentou.

O vereador Jucinério Félix (PPS) afirmou que espera um amplo debate com os funcionários e sindicato dos servidores.

“Espero que não seja votado com rapidez. É muita complexidade e envolve o patrimônio do município. Onde tem dinheiro no meio, a coisa complica,” alertou.

COM INFORMAÇÕES DO DIÁRIO DO SERTÃO E DO RESENHA POLITIKA

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