Prefeita Denise Albuquerque admite pela primeira vez mudança na vaga de vice em sua chapa


 

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A prefeita de Cajazeiras surpreendeu a todos, ao admitir pela primeira vez em uma entrevista prestada ao site Diário do Sertão a possibilidade de mudança na vaga de vice, na sua chapa.

Ela vinha demonstrando nas últimas entrevistas, quando perguntada sobre um possível veto do governador ao nome de Júnior Araújo, que o advogado era o seu nome preferido, que vinha ajudando bastante a gestão e não via motivos para mudanças.

Recentemente em entrevista ao programa Trem das Onze, da Radio Alto Piranhas, o deputado estadual Jeová Campos revelou que o governador disse a ele e ao ex-prefeito Carlos Antonio que gostaria de ser ouvido na escolha do candidato a vice de Denise, numa demonstração de que não gostaria que Júnior fosse novamente o candidato a vice.

Nessa entrevista, a prefeita Denise Albuquerque admitiu a possibilidade de mudança quando afirmou que pretende ter uma conversa particular com o governador, apesar de voltar a ressaltar que Júnior não era um aliado, mas um amigo, um irmão, que vinha dando uma grande contribuição à administração municipal.

Com relação ao nome do empresário, professor e historiador, José Antonio de Albuquerque, que seria o nome do governador para o cargo, a gestora afirmou que se trata de um ótimo nome. “É um nome muito bom, o do professor José Antonio; é um nome importante para a cidade de Cajazeiras; é um nome que também fará com a cidade ganhe; tenho uma admiração muito grande pela sua história de vida, pelo interesse, pela luta por melhorias e pelo crescimento e engrandecimento da cidade de Cajazeiras e temos convicção de que o vice-prefeito Júnior Araújo não fará objeção ao nome do professor José Antonio, caso haja essa objeção por parte do governador Ricardo Coutinho”, disse a prefeita.

O relacionamento político entre o vice-prefeito Júnior Araújo e o governador Ricardo Coutinho se agravou após ele postar um comentário a respeito da saída do serviço de hemodiálise, do Hospital Santa Terezinha, que pertence a família da sua esposa do Hospital Regional. Ele atribuiu o fato a uma perseguição política por parte do governador.

Esse fato também culminou com a exoneração da vereadora Léa Silva, indicada por Carlos Antonio para a Chefia da Casa Civil, pelo fato da mesma ter prestado solidariedade o vice-prefeito. O governador teria entendido como uma insubordinação.

Antes, o vice-prefeito já havia apoiado e torcido pela vitória de candidatura de Cássio Cunha Lima ao governo do Estado, principal adversário de Ricardo, deixando de seguir Denise e Carlos que optaram por apoiar a reeleição do governador. Júnior foi inclusive um dos coordenadores da campanha de Cássio em Cajazeiras. Para alguns analistas, o governador Ricardo, pelo temperamento e posicionamentos políticos já conhecido, não subiria no palanque caso Júnior seja mantido como candidato a vice.

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