Praça Coronel Matos

Eu conheço cada palmo desse chão

O antigo sangradouro do Açude Grande desaguava na pequena rua que, depois, foi incorporada à atual Avenida Presidente João Pessoa. Percorria uma pequena distância e mudava o seu curso, seguindo, paralelamente, à Rua Joaquim de Souza, até o local que tem a denominação de Praça Cristiano Cartaxo.

Naquela pequena rua, então denominada de Rua da Baixa, existiam, em 1890, seis casas, ocupando aquele trecho que tomou o primitivo nome de Rua da Baixa, em virtude da depressão do terreno entre a Praça da Matriz e o terreno existente nas proximidades da casa de Mãe Aninha.

Posteriormente, essa rua recebeu a denominação de Rua 15 de Novembro, numa pequena extensão que começava na Rua Epifânio Sobreira. Em 1968, por ocasião das comemorações do centenário de nascimento do saudoso político e industrial cajazeirense, passou a ter a denominação de Praça Coronel Joaquim Matos, quando foi colocado ali o busto do homenageado, feito pelo escultor Mathias Fernandes, do Rio de Janeiro, oferecido à cidade pela família Matos.

O Coronel Joaquim Gonçalves Matos Rolim nasceu em Lavras, Ceará, a 4 de julho de 1868. Aos doze dias de idade foi levado para Cajazeiras, onde residiam os seus pais, Coronel Salviano Gonçalves Rolim e Cecília de Matos Rolim. Iniciou os seus estudos em Cajazeiras com o renomado professor Padre Inácio Rolim, seu tio-avô. Dedicou-se ao comércio de tecidos, passando depois a exercer atividades industriais, com a instalação da Usina Santa Cecília, montada por ele em 1929, para beneficiamento de algodão e industrialização dos seus subprodutos, exportados, diretamente, para Hamburgo, Liverpool, Havre e Copenhague.

Foi o primeiro Prefeito eleito de Cajazeiras, empossado a 14 de dezembro daquele ano. Teve o seu mandato prejudicado pela implantação do Estado Novo. Poucos dias depois, a 4 de dezembro de 1937, voltou à Prefeitura por nomeação do Interventor Argemiro de Figueiredo, permanecendo em exercício até 23 de novembro de 1938, atingido pela Lei de Compulsória. Ficou lembrado como um dos mais operosos prefeitos do município. Faleceu a 5 de junho de 1944, no rio de Janeiro, vitimado por um atropelamento de automóvel. Era pai do Dr. Celso Matos Rolim, que foi Prefeito de Cajazeiras e Deputado à Constituinte Estadual de 1935.

 

 

DO LIVRO ‘RUAS DE CAJAZEIRAS’, DE DEUSDEDITH LEITÃO

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