Polícia Federal cumpre mandado de prisão em Cajazeiras


MATGERIAL

Uma quadrilha que praticava crimes cibernéticos, estelionato, furto qualificado, falsificação de documento, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha foi alvo da Operação Malibu da Polícia Federal (PF). Desde 2012, os policiais federais investigavam o caso. Nesta terça-feira, 10, nove pessoas foram presas nos municípios de Fortaleza, São Bernando (MA) e Cajazeiras (PB).

A Operação Malibu cumpriu 11 mandados de prisão preventiva e 13 de buscas e apreensão expedidos pela Justiça Federal – sendo nove mandados em Fortaleza, um em São Bernardo e um em Cajazeiras. Apenas duas pessoas do grupo dos procurados na Capital permanecem foragidos.

Os presos são: Reginaldo Barroso Leite, Francisco Lucieude Rocha Soeiro, José Eudes dos Santos Portela Júnior, Gabriel de Melo Paulo Albuquerque, Francisco César Sales de Sousa Filho, Fabiana Alves Maia, Francisco das Chagas Castro de Oliveira, Luciano de Oliveira Canto e Luiz Martins Oliveira Filho. Um dos foragidos é conhecido apenas como Rafael – a outra foragida é a esposa de um dos líderes da quadrilha, Reginaldo Barroso Leite. Reginaldo havia sido investigado em Rondônia pela Operação Apocalipse e teve mandado de prisão revogado.

A PF apreendeu com o grupo uma impressora de cartões magnéticos, cartões de crédito, documentos falsificados (para abrir contas bancárias e receber empréstimos consignados), bobina com papéis em branco da Coelce (para preencher com dados de falsos comprovantes de residência) e duas armas.

A Polícia não tem o número de vítimas lesadas pela quadrilha e segue investigação sobre a ação do grupo criminoso. Segundo Ricardo Lopes Matias, chefe do Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos, o grupo atuava diariamente há três anos na Capital.

A PF iniciou a operação em decorrência do desdobramento da Operação Olho de Boi, deflagrada em novembro de 2011. Na época, os policiais investigaram a prática de irregularidades cometidas com a participação de servidores da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), localizada em Fortaleza. O grupo estava envolvido no desvio de cartões de crédito e débito enviados via ECT, e entregues a terceiros que efetuavam compras no comércio local.

Além desses servidores, a PF descobriu a ação de outro grupo criminoso que desviava cartões de crédito e de débito e correspondências do tipo “mala direta” (utilizada para conseguir os dados dos clientes), de instituições financeiras, oferecendo crédito a seus clientes. Em seguida, os cartões eram desbloqueados e usados para a realização de compras no comércio de Fortaleza.

As correspondências de “mala direta” eram utilizadas para a realização de empréstimos fraudulentos, consignados, em nome das vítimas, após obtenção dos dados pessoais nos bancos de dados da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL). Depois de realizar essa ação, a quadrilha falsificava os documentos necessários à abertura de conta bancária para depósito equivalente ao resultante do empréstimo.

Além disso, a quadrilha realizava operações fraudulentas em maquinetas de cartões de crédito registradas em nome das empresas dos integrantes do grupo criminoso, através de simulações de vendas, uma vez que tais empresas não funcionavam.

Outra modalidade descoberta pela PF era a venda fictícia de carros usados ofertados em sites classificados tipo Mercado Livre e OLX.

O POVO

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