[PEPÉ PIRES FERREIRA] O golpe e sua nova versão


que-golpe

Peço encarecidas desculpas aos cada vez mais poucos leitores, que em vez do locutor que vo fala, foram brindados semana passada, pelo versos de Tantino Cartaxo,de quem além de parente e amigo, sou admirador, e não só dos versos, como também das conversas e das discussões. Tantino, ao lado de sua consorte Elita, são maravilhosos exemplo de que como deveria ser nossa sociedade, ou se aperfeicoasse chegariam mais Tantinos e Elitas para nossa convivência, mas são pessoas que parece se perdeu a fórmula de que como foram produzidas, enquanto os inconseqüentes e os falsos bom caráter são produzidos em série. Fui, e estou sendo acometido da tal Chycungunya, e semana passada minhas mãos não conseguiam nem sustentar um talher, e a mente co conseguia pensar que eu ia morrer. Mas passa, e meus”, no dizer de Eduardo Cunha, a figura central desses tempos “desafetos” , parece que não vai ser dessa vez.

Ao ponto, não pode existir nenhum assunto que se comente a não ser o impeachment da nossa Presidenta (arghh) Dilma.

Então me vem a mente o que a gente via com certa freqüência nos noticiário do cinema: aqulles tanques rolando e indicando que os militares haviam tomando o poder em alguma pais periférico do nosso continente (a América latina), o que os tanques russos estariam rolando do outro lado do mundo e os comunistas faziam seus avanços por lá.eventualmente os membros da TFP nos faziam uma visita com a imagem de Nossa Senhora e diziam que por amora a ela devíamos lutar contra o comunismo, que por aqui ninguém comentava existir.

Agora mudou, em vez de tanques, o movimento está sendo de lobistas, tanto aqui, como no Paraguai, e como poderia ser na Argentina, Venezuela, o Bolívia, percorrendo os gabinetes dos parlamentos, com o objetivo de persuadir os deputados de lá ou de cá, para apear o dirigente de plantão do poder, em que posso imaginar, com o seguinte discurso: “Vamos derrubar a corrupção deles, e por no lugar a nossa corrupção” . São os tempos, é nossa democracia presidencialista viciada, seja para o bem (menos maléfico), ou seja para o mal, ai o povo paga o pato, como já vinha (e pelo andar da carruagem vai continuar, e engolir patos cada vez mais indigestos)

Não sou jurista, mas minha parca formatura de Bacharel de Direito, nas longas horas de debates e discussões, não vi nenhum fato que possa ser pelo menos assemelhado com o que eu entendo como crime, Lei anterior, conduta delitiva, culpabilidade, individualização da Conselho Monetário Nacional chancela, e a Presidente perde o mandato – paga a pena).

O que realmente acho e a todos os juristas mais estudiosos que eu, que nem o sou, é que o julgamento é político. A Presidente não teve habilidade de comprar ou manobrar o Congresso, e paga com o mandato. Simples.

Assim o melhor mesmo é que vivêssemos o Parlamentarismo, e o governo cairia de forma bem menos traumática.

Enquanto isso o pais está parado. Ninguém investe, ninguém produz, e ninguém vende fiado. E a crise se instala de alto abaixo na sociedade.

Para o bem do país, essa pantomima deve ser abreviada.

Ai eu posso me dedicar a assuntos mais locais e  perto de nós. Ninguém que vai votar me lê.

Ficam meus votos de melhores dias.

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