[PEPÉ PIRES FERREIRA] João Jaime de Andrade


Muito vai ainda se escrever e por outras pessoas mais chegadas, sobre o desaparecimento de João Jaime, que de São Mamede, vaio a ficar en cajazeiras, sendo muito bem considerado por toda nossa comunidade. Eu que sempre o via na sua casa na rua Juvêncio Carneiro, e ele sempre me perguntava sobre a minha família, enquanto ele mesmo patriarca de uma bela família, em que seu filho Dr. Luiz Xavier de Andrade, além de Marília e Maristela, sempre foram pessoas de meu relacionamento próximo, e que devem estar sentindo mais que o restante sua perda.

A primeira lembrança que eu tenho dele foi quando do censo de 1970, quando entre os censores estavam alguns amigos nossos, como Ferreirinha e Neto Xavier, que foram designados para a região de Eng. Ávidos (Boqueirão) e em vez de visitar casa por casa, ficavam nas bodegas das estradas, e mandavam chamar os moradores para virem e se recenseados, quando ele soube,mandou substitutos e os chamou para a sede para poder fiscalizar melhor esses “funcionários”. Quando cheguei uma vez no IBGE (hoje estamos submetidos a Sousa- arghh…) tive a ousadia de perguntar se a gente não podia “crescer”  a população da cidade, para passar Sousa, levei aquela descompostura. Mas minha teoria da conspiração, até hoje acho que o povo de Sousa aumenta a população de lá, principalmente agora que o a sede do IBGE fica na Cidade Sorriso.

Depois me vem a campanha de 1972, que Quirino disputava com Bosco Barreto e Acácio Braga e minha mãe me emprestou sua credencial na apuração para que eu pudesse ver como era. Dr. Rui Formiga Barros presidia e os escrutinadores eram João Jaime, Tantino e Eduardo Jorge. Tenho a esclarecer, que para ser escrutinador, esses não eram escolhidos aleatoriamente, mas entre os mais conceituados, organizados s de confiança. Como acho que até hoje, deveras, Constantino Cartaxo era tesoureiro da agencia do Banco do Brasil, João Jaime era chefe do escritório do IBGE, e Eduardo Jorge César Guedes, estava à frente da Farmácia São Francisco, então a maior da cidade. Aos pela primeira vez na vida, eu vi uma apuração e presenciei de relance algumas urnas serem contadas, assim como  uma multidão de fiscais tanto de uma lado como do outro ficarem do outro lado, pedindo ou não as impugnações dos votos. Assim que eu desci, perguntei para minha mãe o que o fiscal podia fazer, ela me respondeu : “torcer…”.

Como aquela eleição foi uma das mais disputadas de nossa história, se conta que teria havido manipulação. Mas e isso eu quero dar meu testemunho, que seria, pelo que eu vi muito difícil. Haviam pelo menos umas trinta pessoas prestando atenção, quase de lupa naquela eleição. O que se alegava era que se colocava um xis em Bosco/Acácio, e o vote seria anulado. Na época perguntei a minha mãe, se haviam muitos desses, e ela me respondeu que seria menos de dez votos anulados daquela maneira. Agora há pouco tempo, eu juntamente com meu mestre Joaquim Alencar pesquisando na Internet sobre aquela eleição específica, e encontrarmos que o número de votos nulos era menos do que a escassa maioria dos votos que Quirino se elegeu, ou seja, se alguém quisesse ter usado aquela tática para mudar o rumo daquela eleição, ela não surtiu efeito, pelo menos durante a apuração. Assim faço questão de estabelecer a verdade do que eu vi. Repito João Jaime, e seus colegas escrutinadores Tantino e Eduardo, não tiveram qualquer papel  naquela apuração, além de contar os votos, mas como foi uma eleição muito disputada, é normal que os que não lograram êxito, tentarem achar conspirações.

Ma o grande que nos deixa era pessoa de muitos amigos, e em especial a meus pais, que sempre que nos encontrarmos, ele fazia questão de perguntar.

Se vai um quadro de nossa comunidade que vai ser difícil substituir ou aparecer outro igual, se é que vai. A perda é ser enorme.

Assim me junto a família para lamentar.

Vovo JOAO JAIME_800x600

pepepires7@gmail.com

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