[PEPÉ PIRES FERREIRA] Drogas e loucos: problemas de todos nós


loucura

Tendo em vista a nova dinâmica impulsionada por, entre outros, o Tte. Cel. Cunha Rolim, que tanto pela intensificação do combate às bocas, operação sugestivamente denominada de Asa Branca (atinente ao bairro onde se encontram a maioria dessas, e à cor do “produto” comercializado), e principalmente usando diversas formas, esclarecendo e tentando alertar a população não usuária quanto aos seus efeitos, o que no primeiro caso inibe no presente e esclarecendo e alertando, haverão de aparecer seus efeitos no futuro, podemos fazer os seguintes comentários:

Antes de mais nada, o caso dos usuários de substâncias psicotrópicas, legais ou não, seria mais o caso de se tratar de uma espécie de doença, ou de uma coisa próxima à loucura, esta sendo provocada ou tendo como gatilho, o uso dessas substâncias; Na maioria dos casos, determinadas pessoas são mais susceptíveis ao uso e abuso dessas e de outras substâncias, em alguns casos chegando e desenvolver psicopatias reais, como a mais perigosa segundo alguns especialistas, a esquizofrenia.

Assim, Temos que juntar esse problema, que se criou naturalmente (o uso de drogas) com outro que se cria por políticas de saúde equivocadas, que seria a chamada “política anti-manicômio”, que foi criada há pouco mais de dez anos, pelos sucessivos governos, e que também vem afligindo à população. De fato, o Estado brasileiro achou que havia de se acabar com os manicômios, ao ficar compadecido como aquele tanto de dementes trancados naqueles depósitos de doidos, como era o sistema de antes; se diagnosticava e se trancava para o resto da vida, que tantos filmes já retrataram. Mas, na minha modesta opinião, o que resultou foi algo semelhante a ter pena do horroroso sistema carcerário do país e mandarem acabar com os presídios. Determinados portadores de doenças mentais têm surtos psicóticos. Assim, como elementos do crime, tem a chamada alta periculosidade”, e tanto num caso como no outro, devem ser retirados do meio da sociedade, e ficarem à disposição de gente especializada, num caso de agentes penitenciários, e no outro, de agentes da área de saúde, limitando suas ações e monitorando seu comportamento, senão tanto num caso como no outro, as pessoas comuns pode e certamente serão vitimadas por esses sujeitos nocivos ao convívio social.

Temos o exemplo recente do famoso cineasta Eduardo Coutinho, citado na festa o Oscar (ele filmou há poucos anos um documentário em São João do Rio do Peixe), que tinha um filho esquizofrênico, e este, solto, matou a facadas o cineasta e quase matou a esposa, sua mãe, se estivesse trancado num local adequado, não teria cometido este ato insano.

Aqui em Cajazeiras, temos o recente caso e Jorge de Lola (acho que seja assim seu nome), misto de louco e drogado que vem aterrorizando a Zona Sul da nossa cidade. Segundo soube pelos programas policiais, rouba para comprar drogas. Seria o caso de retirar mais esse elemento de sociedade, antes que um mal maior aconteça.

Um problema vem se juntar a outro, e a sociedade, tanto num caso como noutro, fica refém de uma Estado, que ao invés de resolver uma situação, cria outra que agrava.

Em tempo: vi muito recentemente uma jovem que foi tratada e deixou as drogas, agora, muito mais gorda, consequência da abstinência e do tratamento, de volta às portas dos supermercados e das loterias pedindo. Questão de tempo para voltar ao velho vício.

E um monte de zumbis ficam a perambular por nossas ruas, dia e noite.

Depois de tratar, a sociedade (nós) temos de dar opções aos que retiramos, o que não está acontecendo neste caso…

Cajazeiras, 04 de maio de 2015

P.S. – Se dedica este a Luciene, agente da Polícia Civil, que resolvia nossos casos na D.P., recentemente falecida de doença súbita e de agravamento extraordinário. Vai fazer muita falta…

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