[PEPÉ PIRES FERREIRA] A saída de Léa e a perda dos cargos no primeiro escalão


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Nossa Léa Silva deixa o Governo Estadual. Tudo bem, cargo de confiança do Governador, seu estilo personalíssimo como gestor, e suas decisões “em cima da bucha”, problemas no grupo de cá, e Lea fez sua opção. Se ficasse calada no caso do HRC, provavelmente continuaria representando nossa cidade nesse importante cargo do primeiro escalão, mas optou pelo grupo paroquial, e lá, como a pessoa que introduziu Efraim Morais ao eleitorado de nossa cidade; o conheci através de Lea, Muito bem poderia ainda ela estar escutando o rouquejar dos coqueirais e o mourejar do Atlântico, mas política tem sua dinâmica própria e Lea, como política que é, deve ter tomado essa decisão de forma pensada e com muita reflexão, ou seja, escolheu voltar para a política local e por enquanto, dar um tempo; pois encerrar em política é um termo que quase se confunde com a morte física, em seu vôo pela nossa corte menor. Infelizmente não houve oportunidade para eu a visitar na capital e assistir ao vivo uma nossa chegada (e como é chegada) atuando nos palcos da política estadual.

Mas, e o que sempre vai se falar aqui, são as eleições para Prefeito, em que nossa primeira prefeita vai tentar emplacar ser a primeira prefeita a se reeleger em nossa cidade, e Lea Silva tem um papel de suma importância nesse contexto: Ela sabe onde estão os todos os votos de Cajazeiras, mas não se deixa de lamentar que nossa cidade perde um importante posto no contexto estadual, e quem poderia substituí-la à altura?

Infelizmente nossa propalada carência de quadros à altura de ocupar uma Secretaria destaque no plano estadual, ainda nem foi usada como argumento, mas certamente o será.

Já vai longe o tempo em que nossa comunidade pululava de quadros bons e preparados, no nível de João Jurema (irmão de Dr. Otacílio), que como secretário de Finanças ou no lugar recentemente ocupado por Lea, representava o Governador em importantes solenidades como o Sete de Setembro, em que passava em revista a tropa, um HIdelbrando Assis, intelectual de nomeada, ou um José Guimarães, este que militava no Direito e na área policial (na chefia, não na delinqüência). Os tempos eram outros e as necessidades eram, tanto lá como cá outras, nossa sociedade ficou bem mais complexa, e pelo menos nossos líderes, a não ser em casos pontuais como a própria Lea, a gente olha ao redor e não consegue apontar um nome que realmente se destaque em nosso cenário político, ou mesmo na área técnica.

Então fica a pergunta: O mundo cresceu e nós nos esquecemos de acompanhá-lo  ou a política como é praticada aqui, está deixando os novos quadros como que desiludidos e sem gosto por ela.

Uma diferença enorme de nós do Brasil, em relação aos nossos vizinhos uruguaios, em que em um avião de carreira, foi chamado um médico para socorrer um passageiro, e esse médico depois se reconheceu ser o Presidente da República do Uruguai, que como passageiro da classe econômica, estava em viagem oficial.

Não é a toa que eles têm credibilidade para testar a liberação da maconha (e liberar policiais e verbas para serem utilizados em outras áreas carentes), o que nossos carcomidos poderes nem aventam tal coisa, tal é o imobilismo em que nos encontramos.

Mas voltando a Paraíba; quem será o nosso representante no Governo Estadual, e será que esse representante existe, está à altura e tem dignidade para nos representar ??

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