Paraibano se destaca no paraciclismo e sonha com Mundial e Paralimpíada

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O paraibano Fred Carvalho já é um dos melhores paraciclistas do Brasil. Ele ainda comemora as duas medalhas conquistadas na segunda etapa da Copa Brasil, realizada no mês passado, em Santa Catarina, e segue em busca de bons resultados na competição para conquistar uma vaga no Mundial. O paratleta sonha em ser um dos representantes do país na competição internacional, que vai ser disputada no Canadá em 2015, e também na Paralimpíada no Rio de Janeiro, em 2016.

– Liderar o ranking da Copa Brasil é fundamental para o sonho de chegar à Paralimpíada. São várias etapas e, com esse resultado positivo, no ano que vem a gente consegue correr o Mundial. E, no Mundial, pega-se mais experiência. Quero a convocação para o ano que vem, no Canadá – comentou o paratleta, que treina em João Pessoa.

Em Santa Catarina, Fred conquistou as duas principais provas da Copa Brasil: estrada e na categoria individual contra-relógio. Mas, até chegar ao Mundial, ele tem metas ousadas na competição nacional e no campeonato estadual de São Paulo.

– Meu objetivo a curto prazo é terminar a Copa Brasil de Paraciclismo invicto e o Campeonato Paulista na liderança, também invicto.

A próxima etapa da Copa Brasil vai ser disputada em Curitiba, e o paraciclista paraibano já prevê um duelo duro contra um adversário com o qual não está acostumado nos treinos na capital paraibana: o clima desfavorável. Para ele, o frio, a chuva e os ventos de até 50km/h serão seus principais oponentes nas provas.

– O meu maior desafio é enfrentar o frio. Eu ainda rodo muito mal no frio. Então eu preciso, no ano que vem, fazer um treinamento, passar uma temporada no interior de São Paulo, para me acostumar mais com esse tempo. A grande dificuldade do nordestino é esta: vai correr no Sul, é frio.

E o foco de Fred está mesmo todo voltado para o futuro. E, para ter um bom desempenho, ele não descuida e treina três vezes por semana. No trânsito de João Pessoa, o paratleta também encontra adversários complicados.

– Tem treinos nos quais a gente compartilha o trânsito com os motoristas. Uns respeitam e outros não. A gente leva buzinada, xingamento. Há muita dificuldade com o desrespeito do motorista com o ciclista.

Apesar das adversidades, Fred segue treinando forte, com foco na terceira etapa da Copa Brasil, em Curitiba, e sonhando em representar o Brasil no Mundial, no Canadá, no ano que vem, e na Paralimpíada, no Rio de Janeiro, em 2016.

GLOBOESPORTE.COM
ELIANE BANDEIRA

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