Paraíba pode ter R$ 22 milhões para seca


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Apesar das chuvas registradas nas últimas semanas, o número de municípios em situação de colapso e racionamento por causa da seca não foi reduzido e já chega a 53 localidades (sendo 44 cidades). Outras 11 estão em estado de alerta, segundo a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa).

 

Por conta disso, o Ministério da Integração Nacional (MI) pediu que a Paraíba elaborasse um plano de ações urgentes nos municípios mais afetados pela seca. O documento foi encaminhado na última sexta-feira, pela Secretaria de Recursos Hídricos, Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia.

 

Nele, foi proposta a instalação de nove adutoras de engate rápido (para socorrer 15 cidades), com orçamento de R$ 22 milhões e a manutenção do abastecimento através da Operação Pipa. O tempo para construção é de 90 a 120 dias e a previsão é que os recursos sejam liberados até o final do próximo mês, segundo o secretário de Recursos Hídricos, João Azevedo.

 

No encontro, o quadro de seca na Paraíba que, de acordo com o Ministério da Integração, é o terceiro com o maior número de municípios castigados pela estiagem, chamou a atenção dos órgãos, porque, conforme a avaliação feita na reunião, quanto mais o tempo passa, mais a situação se agrava. Outro ponto observado foi sobre as previsões meteorológicas, que indicam que as chuvas devem ficar abaixo da média este ano.

 

Segundo o secretário estadual João Azevedo, os problemas provenientes da seca na Paraíba foram discutidos durante reunião na semana passada, no Ministério da Integração, em Brasília (DF), que envolveu a Central de Controle de Desastres, a Agência Nacional das Águas (ANA), a Agência Estadual de Gestão das Águas (Aesa), Cagepa e Defesa Civil.

 

“As previsões divulgadas até agora não são positivas e é preciso estar preparado para minimizar os problemas que a seca tem provocado no Estado. O governo foi à Brasília, através da Secretaria de Recursos Hídricos em busca de soluções urgentes e após as discussões e apresentações de propostas, O Ministro Francisco Teixeira, pediu que elaborássemos em caráter de urgência, um relatório com as cidades mais afetadas que são aquelas que estão em colapso e tivemos o prazo de até sexta-feira passada para encaminhar o documento. Fizemos todo o levantamento, inclusive com orçamento e já enviamos ao MI e agora aguardamos a resposta”, explicou o secretário.

 

Segundo o secretário, foi proposta a instalação de nove adutoras de engate rápido, que demandarão um investimento de R$ 22 milhões. A ideia, que os equipamentos sejam instalados nas cidades de Conceição, Diamante, Emas, Jericó, Mãe D’água, Pilões, São João do Rio do Peixe, Santana de Mangueira e outra no distrito do Saco.

 

Construção duraria entre 90 e 120 dias – A estrutura do projeto de adutoras emergenciais consiste na utilização de tubos que têm uma durabilidade média de 10 anos. Eles contam com sistema de engate rápido que permite a montagem de canalizações que dispensam a abertura de valas e que possibilitam maior agilidade na montagem dos tubos. O tempo para construção é de 90 a 120 dias.

 

“É uma alternativa criada justamente para casos de urgência. É um sistema rápido e que não demanda muito trabalho nem custo. Avaliamos em R$ 22 milhões o investimento que será necessário para instalar as nove adutoras. Logo que o MI aprovar as propostas iremos iniciar a licitação para que a implantação das adutoras ocorra o mais rápido possível”, comentou o secretário João Azevedo.

 

Após a instalação, serão beneficiadas diretamente, 15 localidades, entre cidades e distritos: Conceição, Diamante, Boa Ventura, Emas, Jericó, Mato Grosso, Santa Maria Gorete, Vila Capoeira, Mãe d’Água, Pilões, São João do Rio do Peixe, Nova Olinda, Pedra Branca, Itaporanga e Santana de Mangueira.

 

As demais cidades que não forem contempladas com abastecimento através das adutoras devem ter a distribuição de água por meio da Operação Pipa, mantida pelos próximos meses, como prevê uma das propostas encaminhadas ao MI.

 

“Porque o programa de distribuição de água através da ‘Operação Pipa’ passará por uma avaliação do governo e para que não seja interrompido nem tão cedo porque as cidades estão contando com o abastecimento. Por isso, pedimos ao Ministério que o abastecimento continue e se possível, intensifique”, frisou o secretário.

 

1 milhão sofre efeitos da estiagem – No Estado, atualmente, existem 161 municípios sendo abastecidos por carros-pipas.  A Paraíba é também o terceiro Estado do Nordeste mais afetado pela estiagem, com 203 municípios em situação de emergência e mais de 1 milhão de pessoas sofrendo com a falta d’água, por conta da seca que já dura mais de dois anos. Os dados são do Ministério da Integração. Dos 123 reservatórios monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), 64 estão com volume menor de 20% da capacidade total. Dessa quantidade, 36 já estão em situação crítica, com menos de que 5% do seu volume total.

 

Na previsão para o 1º trimestre  (que compreende os meses de fevereiro, março e abril), o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), prevê  que as chuvas na região devem ficar 40% abaixo da média. Para a previsão, o órgão considerou ‘sinais’ que evidenciam período de seca, como os ventos fortes.

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