Pandemia ou pandemônio

TATYANA
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O único assunto que existe em acho que todo o mundo, é o tal do Coronavírus, todos os tipos de eficazes ou não precauções são criados, por exemplo, as máscaras cirúrgicas que muita gente está usando, esses servem para que as bactérias dos médicos enfermeiras, etc. contaminem os pacientes. Sabemos que essa pandemia se trata de um vírus, e, para fazer uma comparação, se uma bactéria fosse do tamanho de uma casa, um vírus seria do tamanho do trinco da porta, ou seja essa proteção é bastante ineficaz. Agora existem máscaras que protegem contra vírus, mais grossas, com saída de ar pelas laterais, etc. essas pouco eu estou vendo usarem.

Eu vou contar algumas “estórias “sobre os procedimentos de meu pai, Dr. Waldemar Pires, quanto as doenças que nos afligiam na época, ou seja nos anos 60, quando ele estava no auge de sua carreira como médico e pai. Eu era bem pequeno, quando surgiu a notícia que Carlos Alberto Montenegro (naquela época Beto de Dorinha, e hoje Betto Montenegro), havia contraído catapora. Ele me convocou para fazer a visita a Carlos Alberto; mas eu argumentei, catapora é contagiosa, e eu nunca tive catapora, mas ele foi imperativo você vai. Eu fui, e em dois dias estava com catapora, e ele fez com que todos os vizinhos “fossem me visitar”, e todos contraíram a doença, e a gente que já havia “pegado a doença”, já íamos visitar nossos amigos que me lembro Newton de Sinval Cartaxo – o Bigodão, e William de Seu Moacir Sapateiro, sabendo que não mais pegaríamos a doença pois estávamos imunizados. Em pouco tempo, toda a nossa vizinhança estava imunizada.

Quando eu morava com minha irmã em Recife, e ela contraiu caxumba, a popular papeira, e eu escrevi para meu pai pedindo instruções, ele me respondeu de modo muito enfático: “Pepé: pegue papeira”. Agora, quando se tratava de doenças de alta letalidade, como a varíola, que ainda existiam casos por aqui, nem todo mundo era vacinado, seu proceder era muito diverso: Havia na estrada da Fazenda Timbaúba de minha tia Adalgisa Matos, uma casa em que ele sabia existirem pessoas que haviam contraído a varíola, ele mandava o motorista do Jeep em que íamos, fazer um trajeto diferente, para que a gente nem o telhado “da casa dos bexiguentos”, pudesse ver. Meu pai nunca me levou para visitar nenhum paciente com poliomielite, somente quando as vacinas se mostraram eficazes, esse era o proceder de meu pai o “modelo de médico” que hoje faz muita falta.

Eu gostaria de saber qual o procedimento de Dr. Waldemar em relação ao coronavírus, que é o único assunto do momento.

Outro “ser iluminado”, esse de verdade era o nosso Padre Mestre Ignácio de Souza Rolim, que ao perceber que a epidemia de cólera estava se aproximando de nossa cidade, transferiu todos os seus alunos para a região dos Inhamuns, que segundo ele eles estariam a salvo dessa moléstia. E não se tem notícia que algum aluno tenha contraído esse mal. O Colégio fechou em Cajazeiras, mas os alunos sobreviveram ao Cholera morbus.

Quanto ao Padre Rolim, não podemos aprender muita coisa, já que a Ciência Médica ainda engatinhava.

Agora, nesse nosso mundo da comunicação instantânea, e das famosas “fake News’, nós cidadãos comuns, ficamos a mercê de uma quantidade imensa de informações, nem todas possíveis de se checar a fonte, mas podemos afirmar pelo menos duas coisas, vão morrer muito menos gente que nas duas maiores pandemias do ocidente, a peste Negra da idade média, em que morreram um terço da Europa, e a Gripe Espanhola, que ceifou  dezenove milhões de vidas, agora a ciência das duas épocas, era como que era inexistente ou mesmo perigosa, que os médicos da Idade Média eram mais transmissores que tratadores de doenças, levavam a doença de uma casa infectada para outra não infectada, e no caso da gripe espanhola, nem se conseguia ver o que estava matando as pessoas, já que o vírus somente se tornou visível depois do aparecimento dos microscópios eletrônicos, os microscópios da época não tinham nas lentes de aumento por mais precisas que fossem, o poder de aumentar 1.000 ou 2.000 vezes, que é o aumento necessário para se visualizar um vírus. Hoje existem tais condições, e tanto os medicamentos como as formas de prevenção evoluíram de forma muito mais eficaz que nos dá uma impressão de que, eu, do alto de minha ignorância, ouse achar que está havendo um pânico desnecessário quanto à prevenção dessa pandemia, agravado pelo caso que o Gen. de Gaulle foi até gentil quando disse que e esse não parece ser um país sério, quando na minha opinião somos uma piada de mau gosto em forma de nação. Enquanto o Japão, por exemplo fornece gratuitamente tanto o álcool gel, quanto máscara adequada para a proteção contra vírus, aqui esse produto que custava R$ 5.00, hoje é vendido por R$ 30,00, e se cobra caro de máscara cirúrgica, que não protege o usuário contra a pandemia. A Lei de Gerson a pleno vigor…

E a mídia se encarrega de transformar a pandemia num pandemônio, porque vende.

É isso aí…

ELIANE BANDEIRA

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