Padre Rolim: uma luz nos caminhos de Cajazeiras


No dia 22 de agosto Cajazeiras celebra o “Dia da Cidade”, instituído por Lei Municipal no ano de 1948, projeto de autoria do vereador Geminiano de Sousa. A ideia desta data foi do historiador Antonio José de Sousa por ser a do nascimento do padre Ignácio de Sousa Rolim, indiscutivelmente um dos mais ilustres filhos desta terra, muito embora o município de Cajazeiras tenha sido criado no dia 23 de novembro de 1863 e a vila de Cajazeiras foi elevada a categoria de cidade no dia 10 de julho de 1876.

Por que o padre é tão importante na vida de Cajazeiras?

Vejamos alguns depoimentos:

Cônego Francisco Lima: “Cajazeiras não é filha dos currais. Cajazeiras não nasceu do garimpo. Cajazeiras não se originou das senzalas. Cajazeiras não se fundamenta no egoísmo bandeirante. Cajazeiras é o prolongamento de um colégio, o colégio do Padre Rolim.”

Sebastião Moreira Duarte: “Inácio Rolim se posta, ao longo do século XIX como um marco de inversão do que seria o curso “natural” das coisas. Mas não está aí o único nem o primeiro fato a causar assombro na história de sua vida.”

José Lins do Rego: “A história desse padre-mestre-sábio…encheu o sertão com sua figura lendária”

Governador Argemiro de Figueiredo: “O padre Rolim foi um dos mais interessantes pioneiros da civilização paraibana. Além do seu valor de sábio, sobressai o de homem de ação, que imaginou e realizou obra de maior benemerência, edificando um centro de cultura dentro do obscurantismo sertanejo do segundo quartel do século.”

Senador Ronaldo da Cunha Lima: “O padre Rolim deixou uma obra educacional e cristã de imenso valor, a partir dos seus livros e de suas ações.”

Edme Tavares de Albuquerque: “As gerações se marcam no tempo pelas obras que realizam, e Padre Inácio de Souza Rolim é o símbolo de várias gerações, projetando sua obra admirável de evangelização e sabedoria para aquém do tempo.”

Olívio Montenegro: “O Padre Rolim, já havia sido professor de Grego nos grandes tempos do Seminário, professor e diretor, lugares que voluntariamente deixou para uma vida quase como a dos grandes anacoretas, no sertão de Cajazeiras, da Paraíba, onde acabou por fundar um colégio que foi dos melhores de todo o interior do Nordeste, e que ainda subsiste.”

Celso Mariz: “A sua casa de ensino se fazia à proporção que chegavam novos discípulos. Cada aluno esperava por seu teto, embora já encontrasse o seu livro.”

Sebastião Duarte: “É pelo alcance do seu empreendimento educativo que o Padre Rolim se fez merecedor do mais elevado apreço de quantos se dedicam ao estudo da educação nacional”.

Dr. Antonio Coelho de Sá e Albuquerque: “A moralidade e ilustração bem conhecidas desse distinto paraibano, e o assinalado serviço que ele presta à sua Província merecem a presente demonstração do meu reconhecimento.”

Eusébio de Sousa: “…seu colégio conseguiu tamanho renome, que bastava possuir-se um atestado de ter sido seu aluno para valer uma recomendação entre os conterrâneos.”

Deusdedit Leitão: “…o que vale dizer que nasceu ele juntamente com a cidade, a que ligou seu destino, ao longo de todo o século XIX, vivido por ele, na sua permanente preocupação com o futuro da sua terra, acompanhando o seu desenvolvimento desde a primitiva condição de fazenda até a projeção que alcançou como uma das mais importantes cidades da Província.”

Cônego Francisco Lima: “Cajazeiras é o genuíno berço da liberdade e do altruísmo cristão em nossa terra, como filha espiritual de um santo como luminosa concepção de um sábio…”

Do Relatório do Diretor da Instrução Pública da Província da Paraíba, em 1865: “Louvores sejam dados ao digno sacerdote que assim há amenizado e polido os rudes costumes da mocidade de nossos sertões. O Padre Inácio de Sousa Rolim, seu instalador e regente, é credor de encômios e respeito de todos os brasileiros.”

Ministro Ernani Sátyro: “Honra e glória ao fundador de Cajazeiras, cujo nome ocupa, ao lado de Ibiapina, grande quadra de nossa História espiritual. Se outra obra não deixara, assinalando-lhe a passagem do espírito luminoso, bastaria a Cidade-Árvore que plantou, à luz do alfabeto e ao lado da cruz.”

Sebastião Moreira Duarte: “Logo ao tomarmos conhecimento das circunstâncias de tempo e espaço em que viveu esse “Anchieta do Norte”, nos espantaremos com a solitária grandeza de sua personalidade.”

Padre Heliodoro Pires: “Salientou-se imediatamente pela inteligência fulgurante, pela viva sede de estudo e pelo procedimento modelar.”

Monsenhor Pedro Anísio Bezerra Dantas: “…o grande Padre Rolim, esta figura invulgar de educador e apóstolo que, a par do zelo da glória de Deus e do bem da juventude, demonstrou sempre tal vitalidade de espírito que, ainda hoje, sem embargo da distância, não se apagou a sua lembrança. Dele não há exagero em afirmar que a virtude pede meças de saber.”

Luiz Pinto: “O Padre Inácio de Souza Rolim é desta sementeira disseminada no Brasil (os jesuítas). Ele veio depois, mas seguiu a trilha dos que o antecederam. Continuou a obra de educação é uma segunda catequese, pela qual se prepara o material humano do futuro, se plasma o patriota, se forma o soldado, se emoldura o cidadã.”

COM INFORMAÇÕES DO GAZETA DO ALTO PIRANHAS

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