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Os jornais de Cajazeiras (1ª parte)

A COLUNA DE FRANCELINO SOARES

TATYANA
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[dropcap style=’box’]N[/dropcap]ão há muito o que se discutir: Cajazeiras é, realmente, uma cidade vocacionada para o jornalismo. Que o digam os inúmeros periódicos editados na nossa cidade, bem como os jornalistas que ela encaminhou ao universo da mídia.

Da imprensa falada, já falamos muito (com perdão da redundância). Agora, reservamos o espaço para a imprensa escrita, em cujo campo foram colhidos bons frutos desde o milênio/século passado.

A vocação de Cajazeiras, no sentido de desenvolver um jornal local impresso,  vem desde o início do milênio/século passado. Desde os primórdios dos anos 20, a comunidade sertaneja já dispunha de um periódico, o que, na realidade, caracteriza nossa terra como uma cidade que respira cultura.

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De maneira até certa forma didática, revisamos a fase embrionária de nossa imprensa escrita.

Ao que se tem notícias, em 1923, surgiu o PÁTRIA JORNAL, cuja primeira edição circulou em 4 de novembro daquele ano. É considerado o primeiro jornal da cidade, embora fosse impresso em Fortaleza-CE. Tinha a direção de Júlio Moésia Rolim, um homem de imprensa, portanto, jornalista de ofício, farmacêutico, orador e, ele mesmo se considerava, um comunista. O jornal tinha um caráter cívico, informativo e literário.

Em seguida, veio O Alvorada, datado do mesmo ano, 1923. Foi fundado e dirigido pelo poeta, farmacêutico e professor Cristiano Cartaxo, tendo como Redator titular Emídio Assis. Teve curta circulação, não restando dele, ao que nos consta, nenhuma edição, nem sequer a logomarca.

TATYANA
ELIANE BANDEIRA

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