O reino do terror

A COLUNA DE SAULO PÉRICLES BROCOS PIRES FERREIRA

Há muitos anos atrás, lá pela década de 90, Antônio Vituriano já ex-prefeito de Cajazeiras, e teve suas contas rejeitadas pela Câmara. Num pronunciamento divulgado nas nossas emissoras de rádio, o nosso líder, bem ao seu estilo, de uma franqueza que lhe é peculiar, teceu críticas arrasadoras contra os vereadores que rejeitaram suas contas. Entre eles, havia um colega de profissão, que quando foi criticado, ao invés de Vituriano falar mal do vereador, extrapolou suas críticas para seu pai e avô. Na primeira ocasião em que eu me encontrei com nosso ex-prefeito, comentei que ele deveria se abster de falar mal dos ancestrais do então vereador, e que ele estaria transformando inimigos políticos, que podem se aliar na próxima campanha, em desafetos pessoais, que seria para a vida toda.

Vituriano me respondeu que aquele era o jeito de ele ser, e nada iria mudar essa característica. O interessante, é que esse tipo de fazer política fez escola, cujo aluno que levaria avante esse tipo de ação política foi seu sucessor Carlos Antônio, que também exagera nos adjetivos em que nomeia seus adversários e até seus parentes (em 2.000 a gente achava que Carlos era um Epitácio dinâmico, mas hoje sabemos que ele está mais para um Vituriano agradável). Vai longe os tempos do Dr. Sabino Rolim Guimarães, que via o Cel. Zé Leite das Areias exagerar quando chamava Acácio Braga, que poderia ser o candidato apoiado pela UDN, de “aquele pessedista de rabo enrolado”; ele estranhava que determinados udenistas não viam nenhuma qualidade, nem de caráter pessoal, nos adversários.

Até aí, tudo bem, a gente vive numa cidade pequena nos confins do Nordeste, a região que segundo os que moram no Sul-Sudeste, uma região que vive a parasitar o país, e fica mandando todos os anos milhões de emigrantes para disputar seus espaços. A Região Problema, a terra do atraso.

Agora o que mais estamos a ver é que esse tipo mal educado de fazer política, alcançou o nosso país, e como que, virou moda mundial. Para resumir bem resumido, por uma crítica proveniente da OAB, nosso presidente achou que o pai do Presidente dessa ordem centenária, morto nos porões da Ditadura, haveria feito por merecer essa pena banida de nossa constituição. Não satisfeito, ao receber outra crítica, dessa vez da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, também considerou o assassinato de seu pai, na Ditadura de Pinochet uma coisa elogiável, esquecendo completamente o que nós conhecemos dom “Liturgia do Cargo”, em que o chefe de uma nação deve se comportar como chefe da nação, e seus pronunciamentos devem ser considerados como sendo de todo o país. Seu Ídolo, Donald Trump, também é conhecido por seus pronunciamentos “irracionais”, como cancelar uma viagem à Dinamarca pelo motivo de que ela não quer vender a Groelândia, só que aqui mais ao sul, o exagero e a falta de educação estão, pelo menos para mim, está, envergonhando seus jurisdicionados.

Diferentemente do nosso presidente mal comportado, os do outro lado dos Andes, tem um comportamento bastante diferente do nosso. O Presidente em Exercício, adversário da atual Diretora do Alto Comissariado de Direitos Humanos da da ONU, veio em nome de todos os chilenos, repudiar essa atitude irracional de nosso mandatário, no que foi seguido por toda a imprensa mundial.

Parece um fenômeno mundial, a Direita mal educada está tomando conta do mundo, e por pessoas que de tão irracionais, poderiam fazer o próprio Hitler ficar envergonhado, está acontecendo na Grã Bretanha, com o tal do “Britexit”, no mundo todo, a Centro-Esquerda que lá era comandada por Tony Blair, está sendo substituída pela direita radical. Espero que os Neonazistas não tomem conta da Alemanha depois da saída de Angela Merkel.

Nos últimos tempos parece que o mundo, e não somente nosso país, virou uma “Grande Cajazeiras”, uma aldeia global, mas essa situada como que numa favela, com aqueles chefetes disputando quem é o mais estúpido, como que a grande política fosse uma espécie de queda de braço.

Parecemos os romanos depois da queda do Império, pessoas cultas e educadas, sendo governadas por bárbaros grosseiros e analfabetos.

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