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O pai rico

Gaiatice, fuleiragem e o mais puro espírito de cajazeirabilidade

TATYANA
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[dropcap style=’box’]O[/dropcap] industrial Galdino Pires Ferreira foi um dos mais profícuos e abonados moradores de Cajazeiras na primeira metade do século XX.

Todos os dias, saía de seu casarão, na Praça Monsenhor Constantino Vieira (hoje, Praça Major Galdino Pires) e ia caminhando até as instalações de sua empresa algodoeira na Praça Major José Marques.

Pai de respeitada e proeminente prole, dentre os quais o médico Waldemar e o químico Higino, que circulavam pela cidade em reluzentes automóveis, causou estranheza a um cidadão aquela sua rotina diária:

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O disco

– Major Galdino, por que o senhor anda à pé enquanto seus filhos cada um tem um carro?

O velho industrial respondeu sabiamente e na bucha:

– É porque eles têm pai rico; eu, não!”

TATYANA
ELIANE BANDEIRA

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