O Major e o chapeado

Gaiatice, fuleiragem e o mais puro espírito de cajazeirabilidade

TATYANA
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[dropcap style=’box’]A[/dropcap]lguns o chamavam de Major. Era fazendeiro e, como muitos, morava com a família em Cajazeiras. Estatura mediana, branco e rosado, o Major Zé Leite era tido como homem valente, desassombrado e mesmo irreverente. Não levava desaforo pra casa.

Na sua primeira viagem a Campina Grande, tomou as devidas informações: a pensão onde deveria se hospedar, o dinheiro que daria ao chapeado que iria carregar sua bagagem.

Preveniram-no, entretanto, que deveria ter cuidado com alguns carregadores, pois muitos cobravam um preço exorbitante, especialmente aos matutos do sertão.

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Chegados à pensão indicada, o Major Zé Leite, com a mão esquerda, entrega a quantia recomendada e, com a outra mão, puxa um revólver calibre 38 e encosta na barriga do pobre chapeado, dizendo em voz alta: “Tá satisfeito?”

O pobre home dá um pulo pra trás e grita: “Valame, Deus! Tô muito satisfeito, Major!”

CONTADA POR GILVANDRO ASSIS PARA O GAZETA DO ALTO PIRANHAS
ELIANE BANDEIRA

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