O fotógrafo e a ex-mulher do noivo

Gaiatice, fuleiragem e o mais puro espírito de cajazeirabilidade

O fotógrafo Cavalcante Júnior, foi contratado para prestar os seus serviços numa cerimônia de casamento. Ao se aproximar da igreja, deparou-se com duas reluzentes viaturas da Polícia Militar na porta do templo religioso, com o giroflex ligado e todo um aparato de segurança mobilizado.

“O casamento é chique mesmo. Vem até autoridade hoje, pois tem escolta policial”, pensou Cavalcante.

Entrando na igreja, além das pessoas que já conhecia, o fotógrafo não identificou ninguém muito importante, que justificasse a presença da PM no local. Ele continuou seu trabalho e quando tive uma folga, procurou saber com um dos policiais quem era o convidado ilustre que estava por chegar.

“Cavalcante, é a ex-mulher do noivo. Pelo medo do noivo, ela deve ser braba que só o cão dos infernos! Ela mandou dizer dizer que vem bater no noivo, na noiva, no padre e ate citou seu nome, dizendo que você vai entrar na peia também!”, disse o policial.

Desconfiado, Cavalcante se aproximou dos policiais e, no percurso para o salão de recepções, procurou ficar perto das viaturas. Ficou tão perto, que parecia estar acompanhado de batedores. Nesse dia, o fotógrafo Cavalcante se sentiu uma autoridade…

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