O fogão grego

Gaiatice, fuleiragem e o mais puro espírito de cajazeirabilidade

O pé do balcão do tradicional Bar do Pirulito, ao lado do Estádio Higino Pires Ferreira, em Cajazeiras, reúne, há décadas, uma variada fauna de bebuns de todas as classes sociais.

Dia desses, Paulinho de Seu Raimundo das Carroças, habitué do local, flagrou uma conversa que fez até os deuses gregos caírem na gargalhada.

Ao seu lado, estavam dois assíduos e barulhentos frequentadores discorrendo animadamente – vejam só! – sobre a Grécia e sua civilização (pé de balcão também é cultura…)

Do lado, no seu cantinho, discreto, estava um miudinho, consertador de fogões, degustando pacientemente sua cachacinha. Foi quando um dos contendores do debate grego resolveu crescer. Virou pro miudinho e sapecou:

– Tu sabe onde é a Grécia???

O miudinho deu mais uma bicorada na cachaça e respondeu na maior sinceridade, provocando risadaria geral:

– Rapaz, eu já consertei fogão no Sol Nascente, no Cristo Rei, no Alto Cabelão, nos Remédios, no bairro da Esperança… Mas essa Grécia aí, eu nunca consertei fogão lá, não!

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