No lixo, catadores encontram ‘estabilidade’ e sonham com a casa própria


 

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Do lixo eles tiram o sustento da família. No meio do entulho, dividindo espaço com tratores e urubus, os catadores de materiais recicláveis de Cajazeiras vão levando a vida, colocando comida na mesa e alguns até planejando construir a casa própria.

E para quem pensa que eles se envergonham da profissão, Edmilson Nogueira responde: “Daqui eu não vou sair mais, com fé em Deus. Aqui eu não sou mandado por ninguém, ganho meu dinheirinho e estou satisfeito.”

Pai de quatro filhos, Edmilson trabalha há cinco anos como catador no aterro de Cajazeiras.

Ele descobriu o local depois que saiu de uma empresa de distribuição de gás, onde trabalhava como entregador, já está acostumado com o dia-a-dia e não pretende sair do lixão.

O dinheiro que se tira do lixo não é muito, mas, segundo dona Felismina Gomes, que também trabalha há cinco anos no local, dá para pagar aluguel e as demais despesas do lar.

Além disso, ela ainda planeja a compra do material para construir sua casa própria aos pouquinhos, já que recentemente ganhou um terreno da prefeitura.

“Aqui eu acho bom. Todo dia tem serviço para estar empregado, para trabalhar. Todo dia o cabra [sic] ganha um dinheirinho.”

Marcos Polo, o MC Marcos, também demonstra que está satisfeito com a profissão, e entre um funk e outro vai encontrando objetos inesperados no meio do lixo, como um celular seminovo que está funcionando e com o qual ele acessa até a internet. “O que tiver de bom eu levo”, afirma.

DIÁRIO DO SERTÃO

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