Teté – era assim que os seus familiares e os mais íntimos tratavam a professora Nazareth Lopes. Cajazeirense “da gema”, deixou uma prole composta de ilustres filhos que fazem parte da benquista sociedade de nossa terra.

Os ancestrais de Nazareth, apesar de pertencerem a uma modesta família interiorana, primaram pela educação dos filhos. Seu pai sofria de problemas visuais, o que fez com que, ainda menina, a nossa perfilada de hoje fosse uma espécie de assessora, quando, nas tradicionais feiras livres semanais, ajudava-o no controle financeiro da venda dos seus produtos cereais de natureza agrícola, fazendo-a ser admirada por quantos a viam exercendo aquela atividade.  Sua mãe, que apresentava restrições manuais, dedicou-se com afinco à criação dos filhos aos quais procurava imprimir um trinômio educativo: estudo, obediência e resultados – era o que ela exigia deles.

Durante a infância, vivida ali na Rua Padre José Tomaz, já bem próximo do Cemitério Coração de Maria (era conhecida como Rua do Cemitério), Nazareth criou, em volta de si, uma leva de irmãs/amigas, como ela as chamava: Amélia Lopes, Nina, Marinete, Marizete e Margareth Bandeira. Nessa rua, residiam, na época, figuras marcantes de nossa sociedade: Trajano Lopes (seu tio), Zezinho Lacerda, João (?) Telino, Valmor, Sinval do Vale, Sebastião Bandeira, entre outros. Foi da família deste último que ela recebeu o carinho da convivência, sobretudo de dona Elisa Bandeira de Melo, que a tratava como uma filha, amiga íntima que era das suas meninas já citadas antes.

Nazareth, em novembro de 1954, casou-se com Osmídio Lopes Ferreira (que nos deixou há pouco tempo), seu primo, com cujas bênçãos foram agraciados por Dom Zacarias Rolim de Moura. Dessa união, vieram os filhos: Reudsman, Osnilvan, Darlan, Darlene, Helosman, Suelene e Joaquim.

A sua formação escolar iniciou-se com a professora Vitória Bezerra, com quem aprendeu as primeiras letras; fez o Curso Primário no tradicional Grupo Escolar Mons. Milanez, berço de aprendizagem de muitas gerações; com a família impossibilitada de custear os seus estudos na Escola Normal Livre Padre Rolim, o tradicional Colégio das Freiras, passou a estudar com o professor Anselmo Chaves, que lhe abriu novos horizontes culturais; somente, então, com a interveniência do seu padrinho Padre Oriel Fernandes, a família conseguiu uma bolsa de estudos no ambicionado Colégio N. S. de Lourdes, onde se tornou normalista (Curso Normal), passando a exercer a nobre profissão no antigo Círculo Operário; em 1966, prestou o Exame de Suficiência (Curso da Cades), na Capital do Estado e  patrocinado pela UFPB; prestou vestibular, em 1970, já pela FAFIC, licenciando-se nas Línguas Portuguesa e Inglesa, em 1973; em 1975, cursou o Mestrado junto ao CCHLA – DLCV – UFPB, com dissertação aprovada em 1979. Em paralelo, desenvolveu atividade burocrática junto ao Hospital Regional de Cajazeiras, responsável que era pelo Setor Econômico.

Vida profícua de trabalho constante. Tive a honra de ler os originais do livro biográfico “Nazareth Lopes – Uma Vida de Ensinamentos”, elaborado pelo seu filho, nosso amigo Reudsman. Se o prezado leitor se interessar por uma época brilhante de nossa história, anuncio: nesses próximos dias, os amigos verão desfilar pelas páginas de sua biografia suas contemporâneas e amigas de profissão: Zefinha Ricarte, Iracema Andrade, Francisquinha César, Dorinha Assis, Toinha Andriola, Maria Cavalcanti, Necy, Clizelite Pinheiro, Lindalva Pereira, Carmelita Gonçalves, Socorro David, Ilzanete Palitot, Miriam Cavalcanti, Lindalva Claudino, Ieda Félix, Socorro Moura, Eunildes Ayres, entre muitas outras. Até o lançamento!

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