Mesmo fora do Mundial, Kaio Márcio não se vê ameaçado por Léo de Deus


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Até 2013, o paraibano Kaio Márcio era a maior referência nos 200m nado borboleta. Ele tinha o recorde mundial em piscina curta (25m), mas teve o índice superado pelo sul-afriacano Chad le Clos. Agora, outro brasileiro também desponta e assume o posto de referência no cenário nacional: o sul-mato-grossense Leonardo de Deus, que conseguiu a vaga para disputar o Mundial de Doha, no Catar, durante o Troféu José Finkel no último final de semana, em Guaratingueta (SP). Kaio Márcio não obteve a classificação para a competição internacional.

Mesmo após perder o índice (1m49s11) para Chad le Clos no ano passado, que fez 1m49s04, Kaio Márcio também não se sente ameaçado – na prova em que é especialista – por Leonardo de Deus. O compatriota alcançou o tempo de 1m53s11 no José Finkel.

– As minhas marcas estão aí. O que me representa mais são os meus recordes. Acho que no momento estou voltando. Estou regressando a questão competitiva. Vou treinar agora para voltar com tudo no fim do ano e fazer as melhores marcas – garantiu Kaio Márcio, que teve o recorde mundial superado em novembro do ano passado.

Durante o José Finkel, o paraibano nadou duas provas: o 100m borboleta, onde obteve o tempo de 51s99 e terminou na quinta colocação. E os 200m borboleta (02m05s01), mas não chegou a disputar a final da prova porque estava sem clube.

– Gostei muito dessa participação. Se eu nadasse à tarde (a final dos 200m borboleta) faria o índice. Foi minha primeira competição a nível de Brasil desde o Troféu Maria Lenk. Faz mais de um ano que não nado em alto nível. Foi uma competição muito boa. Fiquei a cerca de 20 centésimos do índice (para o Mundial em piscina curta de Doha) e me ajudou a dar uma animada a mais para o final do ano – avaliou o paraibano.

Com três Olimpíadas na bagagem (Atenas – 2004; Pequim – 2008; e Londres – 2012), o nadador deve disputar mais duas competições neste ano, desta vez, em piscina de 50m. O Torneio Norte-Nordeste, entre os dias 26 e 27 de setembro, em Recife. E o Open, no Rio de Janeiro, que acontece em dezembro.

– Agora é realmente treinar mais e estar focado nas competições que a gente vai ter – concluiu.

GLOBOESPORTE.COM

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