Memórias futebolísticas


Nessa sexta-feira, quando a seleção brasileira entra em campo, na Rússia, para enfrentar a segunda partida da primeira fase do Campeonato Mundial de Futebol – FIFA WORLD CUP – RÚSSIA 2018, vem-me à memória o tenebroso desastre futebolístico ocorrido no domingo, dia 16 de julho de 1950, quando, em pleno Maracanã, recém-inaugurado, com tudo pronto para conquistarmos a primeira Copa do Mundo, vimos o mundo futebolístico nacional desmoronar, batizando-se o fato como a “tragédia de 50”. 

Ouso até dizer que aquela frustração foi muito mais sentida  do que a da goleada de 2014. É que os tempos eram outros, os sonhos eram outros, o futebol era mais romântico… Depois de cinco copas ganhas, modernizando-se o futebol, ainda creio que, em 1950, a desgraça foi bem maior.

Lembro-me bem, ainda garoto apaixonado por futebol, de quando cheguei ao Grupo Escolar Monsenhor Milanez, na segunda-feira seguinte, após a derrota. O semblante e os comentários dos colegas eram os de um velório. Alguns ainda se contentavam em dizer que, de qualquer forma, alguns jogadores brasileiros, tinham sido colocados na “seleção do mundo”, organizada por alguns jornalistas estrangeiros.

Ainda bailam na minha memória os componentes de nossa seleção da época, quando ainda se usava a formação de 1 / 2 / 3 / 5: um goalkeeper; dois backs; dois halfs e um centre half; e os cinco atacantes (dois ponteiros, dois meias e um certre forward – como esquecer Ademir Menezes?). Era assim a formação do Brasil: Barbosa / Augusto e Juvenal / Danilo, Bauer e Bigode / Friaça, Zizinho, Ademir, Jair e Chico.

Que eu não esteja sendo pessimista… Estamos apenas no início desta Copa. E, sejam quais foram os resultados dessa fase inicial, convém acreditar no nosso futebol, nestes tempos de frustrações políticas e sociais que Brasil atravessa.

Para os que não se interessam por futebol, pedimos tolerância, pois também achamos que, nesses dias tão sombrios, estamos quase acreditando na afirmativa de Karl Marx que, à nossa maneira parodiamos: “futebol tem se tornado o ópio” dos brasileiros, pois entorpecemo-nos, ganhando ou perdendo…

A coluna vai dedicada ao amigo e confrade Reudsman, bem como a todos àqueles que fazem futebol em Cajazeiras. Bola pra frente, Brasil!

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