Lágrimas contadas

A COLUNA DE RAFAEL HOLANDA

A vida nos conta história que muitas das vezes são sofridas e trazem complementos de lágrimas e saudades. Uma vez encontrei um amigo que terminou na minha época. Eu me achava com Léo meu filho excepcional e ele disse que bem que gostaria de ter tido um filho deste tipo.

E, entre lágrimas me contou sua historia: depois de terminado medicina foi para o interior do Piauí, casou e só teve um filho que cresceu fez vestibular de medicina em Recife.

Como pai, comprei um pequeno apartamento nas cercanias da universidade e lhe entreguei um carro, além de ter estipulado uma mesada.

Após seis meses, meu filho fechou as conexões para casa. Nenhuma noticia chegava, até que um dia recebi um chamado urgente da universidade. Fui com minha esposa, pois meu filho era a minha maior esperança.

Para minha surpresa ao chegar ao apartamento este estava alugado a um casal, o seu carro tinha desaparecido e meu filho tinha sido encontrado no campo universitário crivado de balas. O apartamento, por dívidas, ele tinha entregado ao bandido, o seu carro não tive noticias e a morte do meu filho foi por dívidas de drogas que eu não sabia.

E vendo hoje você com este jovem bateu saudade do meu filho e com os olhos cheios de lágrimas nos abraçamos e choramos juntos.

A vida nos trás o silencio da dor quando pensamos que somos felizes, quando temos a certeza que o nosso filho é espelho de todos os nossos momentos e painel das belas esperanças.

Portanto ouça o seu filho, compreenda os momentos de tristezas e tente buscar por meios do dialogo uma formula simples de implantar a felicidade que tenta a todo custo fugir de suas mãos.

Não troque uma boa companhia por televisão ou jornais, não sepulte a constante alegria do seu lar por coisas que não somam e nem trazem a capacidade do sossego.

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