Jeová Campos chama atenção para o uso da reserva de recursos hídricos de Mãe D’Água


COREMASS

O presidente da Frente Parlamentar da Água da ALPB, deputado Jeová Campos, voltou a alertar sobre a importância do uso racional dos recursos hídricos do reservatório de Mãe D´Água. Isto porque, ao se reunir na manhã desta sexta-feira (27), com representantes do Distrito de Irrigação do Perímetro Irrigado Várzea de Sousa- Dpivas, o parlamentar tomou conhecimento de que as águas do reservatório ainda estão sendo utilizadas para a irrigação de plantações.

Segundo o parlamentar, que retoma suas atividades na ALPB na próxima segunda-feira (30), com apenas 15% de sua capacidade total, o reservatório de Mãe D´Água precisa ser preservado ao máximo. “Essa é a única fonte de água que temos para abastecimento de todas as cidades da região e ela está com apenas 15% de sua capacidade total, que equivale a 89 milhões de metros cúbicos, de forma que não podemos continuar utilizando suas águas para irrigação, apenas para o consumo humano”, destaca Jeová.

Ainda de acordo com Jeová, além da baixa capacidade de Mãe D’Água e diante da realidade atual e das nada favoráveis previsões climáticas e de chuva para o próximo ano, é preciso redobrar ainda mais a atenção. “A perspectiva de chuva é muito ruim e o que se vislumbra é o agravamento da crise hídrica que só terá uma solução quando chegar as águas da transposição do Rio São Francisco, que só estão previstas para o final de 2016 ou começo de 2017, e se até lá acontecer alguma intercorrência, o que faremos se Mãe D’Água entrar em colapso?”, adverte Jeová, lembrando que o reservatório ainda tem parte de sua água direcionada para Piranhas/Açu que supre a demanda da cidade de Caicó (RN) que se encontra em colapso, além de outras localidades na Paraíba e no Rio Grande do Norte.

“Se Mãe D’Água entrar em colapso, da cidade de Santa Luzia até Cajazeiras, todas as localidades ficarão sem água. Isso seria um caos e precisamos nos prevenir para que isso não ocorra e uma das ações mais eficazes é direcionar o uso da água apenas para o consumo humano e, assim mesmo, com muita racionalidade, porque de onde se tira sem repor, um dia acaba”, finaliza Jeová.

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