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Insubstituíveis, sim senhor

POR REUDESMAN LOPES

No dia 13 de maio do corrente ano, quarta feira passada, a Formula I completou 70 anos, desde a sua primeira corrida acontecida em Silverstone na Inglaterra, lendo toda este história inicial da categoria, como brasileiro, e um apaixonado pelas “corridas”, não tem como não associar, aliás, jamais poderemos esquecer do nosso inesquecível e insubstituível, Airton Senna.

Qual o brasileiro que nas manhãs do domingo já não se dirigia correndo para ligar a sua TV e ali, passar a sua manhã vibrando com as peripécias do sempre competentíssimo Senna? O nosso representante na categoria era sinônimo de vitória, de pódio, de alegria retumbante e de imenso orgulho ao vê-lo a cada vitória carregar com galhardia a bandeira nacional triunfante na sua “volta olímpica”.

Bem verdade que poderíamos, neste contexto histórico da Formula I, colocarmos os irmãos Fittipaldi, Nelson Piquet e os meros coadjuvantes, Barrichello e Massa, mas, jamais serão comparados a Airton Senna. A pergunta é: ”Quando teremos um Senna novamente”. A minha resposta é seca e real: “Jamais”.

A cada ano, temporada, vemos o esforço de Galvão em suas narrações querer nos  “vender” a imagem de um brasileiro vencedor, mas, sem sucesso algum. Hoje, vendo através de imagens as suas brilhantes conquistas nas pistas em ultrapassagens e o que ele fazia com os seus adversários, fica cada vez mais difícil de acreditar que ainda possa nascer um novo Airton Senna.

E, falando em insubstituíveis lá vai mais um que, na opinião deste apaixonado pelo esporte chamado de Tênis,  acredito, também, que não vamos ver outro brasileiro no seu nível, falo Guga, isso Gustavo Kuerten. Esse foi outro brasileiro que nos fazia sentar em uma poltrona, frente à TV, passar horas e horas vê-lo, com a raquete nas mãos a machucar os seus adversários com a famosa esquerda, ponto a ponto. Guga o Rei do Roland Garros, três vezes campeão na França, Guga que levou o Brasil a ser o número 1 do Mundo no Tênis e que para muitos uma façanha inimaginável porque tínhamos um Peter Sampras genial.

O Brasil mesmo com essa famigerada classe política que nos “assalta”, em nossos municípios, estados e nação, dia após dia, que nos envergonha e humilha roubando-nos esperança e vida, nos esportes é assim, honrado, forte, pujante, vibrante e talentoso. Que o diga Edson Arantes do Nascimento o nosso eterno Rei do Futebol.

BOM  Se a pandemia do COVID 19 parou o mundo inteiro de suas atividades, por outro lado, estamos vendo notícias que a paralisação no futebol com essa longa inatividade, vai dando tempo e espaço para que os péssimos gramados dos campos de jogo dos nossos estádios possam ser recuperados do estado de péssima condição da bola rolar que estava até a total parada dos jogos das competições Brasil afora. Aliada, as chuvas que com as graças de Deus foram abundantes aqui no sertão, elas melhoraram por demais o gramado do Perpetão e com certeza do Marizão em Sousa, esse em estado de calamidade em termos de campo de jogo.

ESTUDO   Um estudo anunciado por cientistas pesquisadores do COVID 19 no que tange a volta dos jogos competitivos em se falando do futebol com os estádios recebendo os seus torcedores não é nada favorável para quem se alvoraçava em sonhar com as competições voltando o mais breve possível. Dizem os estudiosos, os cientistas, especialistas, o futebol poderá voltar, mas, com estádios cheios de torcedores, somente após a vacina que anule o vírus. Se assim for, e entendo que esse é o certo a se fazer, somente lá para os meados do ano de 2012 é que teremos torcida já que a previsão de uma vacina pronta segura e testada leva no mínimo um ano e meio.

BOLA DENTRO   Para a aposta do Prefeito Dr. José Aldemir quando da escolha de Ninha para Secretário de Esportes. O homem deu conta do recado, mais que isso, deixa-nos com saudades do seu trabalho em favor dos esportes. NOTA 10!

BOLA FORA   Para a nossa famigerada classe política que, independente de ser no município, estado e país, vai atiçando a luta pelo poder e eles não estão nem ai para as mortes causadas pela “gripezinha”. Esses são a podridão do Brasil. E Daí? NOTA 0!

Por REUDESMAN LOPES

Professor de Educação Física e escritor. Autor dos livros "História do Futebol de Cajazeiras" e "Nazareth Lopes - Uma Vida de Ensinamentos"

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