Homem morre vítima de leishmaniose em Cajazeiras


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Morreu o primeiro paciente este ano, vítima de calazar na cidade de Cajazeiras. Ano passado foram registrados pelo setor de Zoonoses do município quase 300 casos de calazar em cães na cidade de Cajazeiras, com 11 humanos infectados e dois óbitos.

O grande número de cães abandonados nas ruas da cidade de Cajazeiras coloca a população em risco, que pode contrair doenças como o calazar.

O senhor José Bernardino Filho, 59 anos, foi internado no Hospital Regional de Cajazeiras, onde passou nove dias, sendo tratado após ser diagnosticado com Leishmaniose, doença conhecida por Calazar, transmitida pelo mosquito palha, que pica o animal infectado e transmite a doença para outros, bem como, para o ser humano.

O paciente que residia na Rua Antonio Fernandes da Silva, Bairro Vila Nova, teve seu quadro de saúde agravado vindo a falecer por volta das 09 horas da manhã da última quarta-feira.

Ano passado onde foram registrados casos de calazar, o setor de zoonoses do município de Cajazeiras, tomou as providências que requer o caso, como pulverizar a residência; fazer a coleta do sangue dos animais da área, para realizar o exame e em caso de confirmação da doença, o animal, ser sacrificado.

Segundo a esposa da vítima, Maria Lúcia Andrade, ele estava muito debilitado e inchando, e ela pediu para que ele fosse para a Unidade Básica de Saúde do Bairro, entretanto, lá não souberam qual era a doença e em função da sua situação resolveram encaminhá-lo para a UPA.

Na UPA, ela disse que teve que brigar para interná-lo no Hospital Regional. A médica percebeu um ferimento na orelha dele e desconfiou que fosse calazar; pediu um exame e deu positivo.

Ele foi internado no Hospital Regional para se submeter ao tratamento. Segundo ela, ele já havia procurado várias vezes o Hospital Regional de Cajazeiras, entretanto, não descobriam a doença e o seu quadro só se agravava.

Já um filho da vítima disse que houve negligência no HRC, tendo em vista que ele ficou em uma cama no corredor, esperando uma vaga na enfermaria, no andar superior, o que só aconteceu alguns dias depois.

Na enfermaria, ele ficou quatro dias com uma perna levantada, sem conseguir dobrar, sentindo dores; fizeram um exame e descobriram que ele estava com infecção na perna.

No laudo médico informa que ele morreu devido à anemia, calazar e coração, entretanto, segundo o filho o hospital não repassava essas informações para a família.

A esposa desconfia que a doença foi transmitida por um gato doente que apareceu na rua e deve ter sido picado pelo mosquito e passado para um cachorro da família , entretanto, segundo os veterinários, o gato não transmite calazar, apenas o cão e alguns animais silvestres.

Já o filho disse que não sabe se realmente foi o cachorro da casa que retransmitiu a doença, pois ele morreu repentinamente sem apresentar ferimentos.

Ele suspeita de cães que ficam em uma lagoa próxima as residências, com água poluída, onde se concentra um grande número de cães, inclusive, doentes.

A coordenadora do setor de zoonoses do município de Cajazeiras, Isabela Cartaxo confirmou a primeira morte por calazar em Cajazeiras. Ela disse que este ano já foram diagnosticados 50 casos da doença em cães e que as medidas de praxe estão sendo tomadas no Bairro Vila Nova, onde aconteceu o óbito, para evitar que outras pessoas sejam contaminadas.

Sintomas – Inicialmente, parasitas leishmania causam feridas no local da picada do mosquito palha. Se a doença progredir, ela ataca o sistema imunológico.

O calazar se manifesta de dois a oito meses após a infecção com sintomas mais generalizados, incluindo febre prolongada e fraqueza. Os animais infectados pela doença são sacrificados, pois no animal não tem cura e ele passar a ser encarado como uma ameaça a saúde pública.

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