Greve continua no campus da UFCG em Cajazeiras


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A greve dos docentes federais ultrapassou 100 dias, no País e ainda sem resposta efetiva do Governo Federal à pauta de reivindicações da categoria.

A paralisação teve início no dia 28 de maio e conta com a adesão de 50 seções sindicais do ANDES. As duas últimas reuniões entre o Comando Nacional de Greve (CNG) e representantes da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC) foram conquistadas após intensa mobilização dos professores com atos em frente ao MEC e também nas Instituições Federais de Ensino (IFE), e em conjunto com estudantes e técnicos, também em greve.

Na última audiência, realizada no dia 3 de setembro, o secretário da Sesu/MEC, Jesualdo Farias, mais uma vez reconheceu os cortes no orçamento da pasta, mas disse que os problemas nas instituições federais de ensino são pontuais.

De acordo com Jesualdo Farias, apenas “meia dúzia” de universidades apresentam problemas efetivos de recursos e estrutura. Ainda segundo levantamento do MEC apresentado na reunião com o ANDES, que contou também com a presença de representante dos estudantes, das 174 obras paradas, apenas uma é por falta de recursos. Farias se comprometeu em responder por escrito aos pontos apresentados

Apesar da dificuldade em negociação com o Ministério da Educação, o movimento tem conseguindo, através de grande pressão, avançar nas pautas locais, em diálogo com os reitores em algumas IFE.

Desde agosto, os comandos locais de greve vêm intensificando as ações junto às reitorias para cobrar a abertura das contas das instituições com o intuito de identificar o impacto dos cortes no orçamento da Educação Federal, que já ultrapassam R$ 11 bilhões.

Cajazeiras – Em Cajazeiras, os docentes do campus da UFCG aderiram ao movimento grevista no dia 08 de junho. Os professores reivindicam uma política salarial permanente, com correção das distorções e reposição das perdas inflacionárias; índice linear de 27,3%; data-base em 1º de maio; paridade salarial entre ativos e aposentados; combate a todas as formas de privatização e regulamentação da jornada de trabalho para o máximo de 30 horas para o serviço público, sem redução salarial.

O diretor do campus, professor Antonio Fernandes disse que o movimento dos professores era justo e lamentou a falta de uma solução para a questão.

GAZETA DO ALTO PIRANHAS

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