Falta de rabecão motiva demora no resgate de corpos para o IML de Patos


Rabecao

Não tem jeito, o problema do atraso no resgate de corpos de pessoas mortas por homicídio, suicídios ou acidentes continua a acontecer. Corpos continuam esperando por mais de quatro horas, para serem resgatados.

Agora, o problema tem sido em função dos rabecões de Cajazeiras e Sousa, que segundo informações, estão com problemas mecânicos há alguns meses. Essas duas cidades agora dependem de Patos, quando uma ocorrência é registrada.

Antes, era a falta na cidade de peritos do IPC que tinham que vir de Patos para fazer o trabalho em Cajazeiras. O governador Ricardo Coutinho, atendendo, inclusive, uma sugestão ao ex-prefeito Carlos Antonio determinou que dois peritos ficassem em Cajazeiras, após o corpo do comerciante Chico do Posto, morto durante uma tentativa de assalto, ter ficado no chão por cinco horas.

Os corpos de pessoas vítimas de acidentes também ficavam expostos no asfalto durante várias horas, inclusive, prejudicando o trânsito e provocando risco de novos acidentes.

Depois, os peritos foram embora, o problema voltou a se repetir e o governador voltou a determinar a permanência na cidade de dois peritos. Recentemente, o governo estadual implantou um Núcleo de Polícia Científica, que representaria um aumento no número de peritos e uma coordenação no município, para atender a região, entretanto, o problema continua. Agora é a falta de um rabecão na cidade.

Foi justamente o que aconteceu na manhã do último dia 19, quando foi executado em via pública, na zona norte de Cajazeiras, o jovem Adenilson Soares, de 17 anos e o corpo ficou no chão durante mais de 4 horas, tendo em vista que o homicídio aconteceu por volta das 11 horas e o rabecão só chegou depois das 14 horas.

Algumas pessoas chegaram a cobrir o corpo com papelão. O fato atraiu muitos curiosos e o sofrimento da família só aumentou, vendo o corpo estendido no asfalto, sob um sol fortíssimo, temperatura superelevada.

Tudo isto teria provocado uma aceleração na decomposição e bolhas pelo corpo da vítima, causando revolta nos familiares e amigos que não podiam sequer se aproximar do corpo. Algumas pessoas chegaram a cobri-lo com papelão. Os corpos de dois jovens que morreram vítimas de acidente na PB 400, esta semana, também ficaram estirados na rodovia, a espera do rabecão.

Várias pessoas participaram dos programas jornalísticos para lamentar a situação e voltaram a cobrar providências ao Governo do Estado.

GAZETA DO ALTO PIRANHAS

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