Escola de Barbalha atua em projeto com parceria da Nasa


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Imagens produzidas a partir de uma câmera instalada em uma das janelas da Estação Espacial Internacional (International Space Station – ISS), que aponta para a Terra, serão foco de análise por parte de alunos de escola pública de Barbalha. A atividade faz parte de um projeto desenvolvido em parceria com a NASA (National Aeronautics and Space Administration), por meio do Projeto EarthKAM. As imagens foram enviadas à Escola de Ensino Fundamental Senador Martiniano de Alencar. Nesta semana o trabalho já se inicia.

Questões ambientais da Chapada do Araripe, uma das áreas mapeadas, estão no foco de estudo, por meio de mais da metade das imagens repassadas. Uma das questões que têm chamado a atenção do grupo é o desmatamento que tem ocorrido na área, ao longo dos últimos anos.

Serão 1250 fotos encaminhadas para análise, e cerca de 750 delas serão de imagens feitas no espaço da área da Chapada do Araripe.

Fenômenos – Segundo um dos coordenadores do projeto, em Barbalha, professor Andrevaldo Glaidson Pereira, a solicitação foi enviada pela escola e aceita pela NASA, como forma de estudar os fenômenos, voltados para aspectos demográficos, ecológico, erosão, entre outros aspectos. O foco do trabalho é identificar intemperismo terrestres, que ele chama de novos fenômenos.

As primeiras imagens foram repassadas na semana passada. A escola em Barbalha é uma das cinco no Brasil, e a única do Nordeste, a participar da experiência. As primeiras imagens foram repassadas há cerca de oito dias e começam a ser avaliadas por 50 alunos do 9º ano da escola, a partir desta semana, de disciplinas como ciências, geografia e história. Ele disse que uma das análises que podem ser feitas está relacionada a tremores de terra registrados no Estado, como aconteceu na região norte do Estado. “É uma possibilidade de avaliarmos se o Cariri foi atingido de alguma forma, se houve alguma consequência”, explica o professor.

Andrevaldo destaca que o foco de atuação maior desse trabalho é a área da Chapada do Araripe. Mesmo com a grande quantidade de imagens, ele diz que boa parte será praticamente descartada por ter mais nuvens e não ser possível avaliar muitos aspectos relacionados ao objetivo da missão. Ele tem feito um acompanhamento da área da Chapada, chamando atenção para o avanço da devastação.

Envolvimento – O trabalho em parceria com a NASA foi iniciado em fevereiro deste ano, mas chegou a ser aceito ainda em dezembro do ano passado. A imagens oficiais já feitas e direcionadas à unidade, após a análise, serão enviadas para a NASA, com avaliação traduzida para o inglês. Atuar na área da astronomia tem sido uma das paixões do professor, que já participou de projetos de experiência com foguetes, levando uma equipe de alunos de outra escola em que ministrava aulas, em Barbalha, para eventos como a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e Olimpíada de Brasileira de Foguetes (OBA). O grupo Apollo XI obteve destaque nacional.

Atrativo – Além da escola de Barbalha, na participação como a única do Nordeste, estão também duas de São Paulo, uma do Rio de Janeiro mais outra do Rio Grande do Sul. “Temos um atrativo a mais para fazer com que os alunos se sentam estimulados pela ciência, realizando projeto em parceria com órgãos internacionais”, diz Andrevaldo.

O projeto NASA tem por objetivo aproximar a tecnologia espacial, pelo sensoriamento remoto, à educação pública no mundo. Alunos de todos os lugares podem sentir a experiência de viver como um geoastronomo, e durante sua “missão” são convidados à vistoriarem por quatro dias o mundo, buscando por imagens que caracterizem a presença de intemperismo terrestre. As melhores imagens/produções são publicadas na web site do programa e a equipe participa de vídeo conferência com a tripulação da ISS. Em 2014 essa é a primeira missão do tipo produzida pelo órgão espacial

DIÁRIO DO NORDESTE

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