Dona Francisquinha: a matriarca dos Claudino


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Natural do município de Uiraúna, e filha do casal Antonio Adelino da Silva e Maria Fernandes Moreira, Francisca Fernandes Claudinho – Dona Francisquinha, nasceu no dia 26 de abril de 1904. Casou-se com João Claudino Sobrinho (Seu Joca), no ano de 1923, em Uiraúna. Na sua terra natal, teve os primeiros filhos: Antonio (in memorian), Nicéa, Socorro, Lindalva e Valdecy.

Em 1929, Dona Francisquinha e Seu Joca mudaram-se para Luis Gomes, no Rio Grande do Norte. Lá, nasceram novos filhos: João, Valderi, Mônica e Nonata. Seis anos depois, atraído pela perspectiva comercial da região e pelas opções de estudo para os filhos, nos colégios Salesiano e Nossa Senhora de Lourdes, o casal mudou-se para Cajazeiras, em busca de melhores condições de vida.

Na terra do Padre Rolim, o casal fixou residência definitiva, dando início a grandes empreendimentos na área comercial. Em Cajazeiras, a família se completou com o nascimento dos filhos Lourdes, Ilzeni, Rildo, Iuná, Nairton, Ideth, Neudson e Iolani.

Dona Francisquinha

ZUCA MOREIRA

Assim era como, carinhosamente, todos nós chamávamos a matriarca Francisca Fernandes Claudino.

Viveu no recesso de seu lar, apoiada pelo seu companheiro, João Claudino Sobrinho (Joca), com o qual conviveu 63 anos de vida matrimonial, absorvida pelo trabalho doméstico, pela formação educacional, moral e religiosa de sua exuberante prole. Imagine um casal sertanejo, com as dificuldades inerentes à primeira metade do século XX, com dezesseis filhos para educar, com renda proveniente da atividade agrícola. Só mesmo conhecendo a história da família, nos seus detalhes, para acreditar como todos os seus descendentes são, hoje, homens e mulheres que contribuem para o progresso da Paraíba e do Brasil.

Transmitia para os filhos o desejo e o anseio de uma formação educacional, a qual ela não teve oportunidade, todavia, o seu sonho era de que todos os seus filhos progredissem nas várias atividades da sociedade. Ao falecer aos 82 anos de idade, deixou toda a sua família profissionalmente definida, constituindo-se numa grande campeã de vitórias pelo progresso dos filhos.

Como seu genro, mesmo morando fora de Cajazeiras, tive oportunidade de gozar do seu carinho e de sua atenção nas freqüentes visitas que, juntamente com minha esposa Lourdes e meus filhos Regina, Rostand, Rafhaela e Ricardo, fazia à sua residência.

Essa sua hospitalidade era extensiva a todos aqueles que adentravam ao seu lar. Sou testemunha da amizade, estima e consideração que ela dedicava às famílias do meu avô José Antônio Moreira, do meu pai Alvino Moreira, dos meus tios, Joel Moreira de Figueiredo, Francisco Martins Moreira, dos quais era compadre. Os frutos dessa aproximação familiar foram os casamentos de quatro das suas filhas com quatro filhos de Moreiras.

Dona Franscisquinha nos legou uma imagem de mulher progressista, brava e lutadora que deverá ficar insculpida no Bronze do Tempo, servindo de ensinamento para as futuras gerações que se sucederão na sociedade.

A homenagem prestada neste dia 11 de abril, por ocasião das comemorações do seu centenário de nascimento, é mais do que merecida. É merecidíssima.

GAZETA DO ALTO PIRANHAS (16 A 22/04/2004)

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