Dom Matias Patrício de Macêdo: Omnes Habeant Vitam


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Matias Patrício de Macêdo nasceu em Sant’Ana do Matos, em 14 de abril de 1936, filho de José Patrício de Macêdo e Luiza Valdenita de Macêdo. Em 1951, ele ingressou no Seminário de São Pedro, em Natal, e, em 1957, foi para o Seminário de Fortaleza (CE), cursar Teologia. A ordenação presbiteral ocorreu no dia 14 de julho de 1963, em Natal, por Dom Eugênio de Araújo Sales. Na Arquidiocese de Natal, como sacerdote, o então Pe. Matias foi vigário cooperador de Ceará-Mirim; vigário e pároco de Canguaretama, Pedro Velho e Nova Cruz.

Também foi assistente da Juventude Agrária Católica (JAC), membro do Conselho Presbiteral, reitor do Seminário Menor, em Nova Cruz, entre outras funções. Entre outubro de 1973 e julho de 1974 fez Curso de Atualização Pastoral, na Pontifícia Universidade Salesiana, em Roma. Dom Matias foi nomeado bispo de Cajazeiras (PB), em 12 de julho de 1990. A ordenação episcopal aconteceu na cidade de Nova Cruz, onde ele foi pároco por 22 anos. Em agosto de 2001, foi transferido para a Diocese de Campina Grande (PB). Em 26 de novembro de 2003 foi nomeado Arcebispo Metropolitano de Natal, onde permanece atualmente.

Ao completar 75 anos, cumprindo o que manda o Direito Canônico, apresentou renúncia ao Papa, que foi aceita em 21 de dezembro de 2011. Mesmo assim, permaneceu à frente da Arquidiocese de Natal, como Administrador Apostólico, até a posse do atual arcebispo, Dom Jaime Vieira Rocha, em 26 de fevereiro de 2012.

A característica de Dom Matias foi a caridade pastoral. Cuidou das vocações ao ministério presbiteral com carinho paternal. Marcou presença constante nas paróquias da Diocese. A cura pastoral dos casais cristãos foi uma de suas preocupações. O Encontro de Casais com Cristo (ECC) recebeu grande atenção de Dom Matias.

Conseguiu, junto ao MEC, a reativação do Curso de Filosofia da FAFIC. Como presidente da FESC criou os cursos de Ciências Contábeis e de Agronomia, em Pombal, depois transferidos para a UFCG, já no governo de Dom José González Alonso.

Dom Matias idealizou e iniciou a construção do Centro Diocesano de Pastoral, deixando-o em funcionamento. Iniciou a construção do Lar Sacerdotal, no espaço da antiga Rádio Alto Piranhas/Cine Apolo XI.

A realização do 2° Congresso Eucarístico Diocesano, em 2000, coroou o pastoreio de Dom Matias, já no apagar das luzes de sua administração episcopal, à frente da Diocese de Cajazeiras. Também criou e iniciou o Curso de Teologia para agentes de pastoral (leigos e outros).

Na vida pessoal, Dom Matias Patrício de Macêdo é adepto de práticas simples. “Sempre gostei muito de esportes, quando jovem jogava futebol. Fui zagueiro e, assim como o Papa João Paulo II, goleiro”, relembra. “Comigo não tinha tempo ruim. A bola podia até passar, mas o atacante não”, ri o religioso. O Arcebispo Emérito de Natal também aponta a jardinagem, atividade que vem das raízes interioranas, como um de seus hobbies. O interior do Estado, por sinal, é uma grande paixão dele. “Gosto muito de viajar, mas tenho andado cansado de grandes empreitadas. Sinto-me realizado quando posso ir às pequenas cidades. A cortesia do povo sertanejo me encanta, você sente sinceridade, simpatia e autenticidade desde o primeiro bom dia que eles te dão. Essa admiração pelo caráter do interiorano inspirou, inclusive, uma celebração que eu comandei em Nova Cruz, chamada ‘Missa da Feira’, realizada nos dias de feira livre. Nela, os fiéis eram estimulados a participar, a interagir. Costumava dizer que além da busca pelas frutas e verduras, eles precisavam ir à igreja procurar o alimento da alma”, pondera.

DIOCESE DE CAJAZEIRAS, JORNAL DE HOJE E CNBB NORDESTE

 

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