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Diário de viagem: um cajazeirense nos EUA (5)

A COLUNA DE EDUARDO PEREIRA

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The New York Times: o principal jornal do mundo

[dropcap style=’box’]S[/dropcap]empre ouvi falar que o jornal The New York Times é um dos principais jornais do mundo. Foi motivo até de filme pelo brasileiro Henfil: Tanga – Deu no New York Times – 1987. Henfil foi cartunista, quadrinista, escritor e jornalista brasileiro falecido em 1988.

Li muitas reportagens do NYT reproduzidas nos grandes jornais brasileiros. Então, não seria diferente eu deixar de comprá-lo estando em sua terra.

Em supermercados e farmácias você encontra jornais americanos. E passei a comprar o NYT quase diariamente. Meu inglês para leitura ainda não é cem por cento como de meu amigo candango/paulista/curitibano Alcindo, que quando vem por essas bandas me envia recortes dele e outros periódicos. E da Europa também.

Primeiro estranhamento foi o tamanho da fonte. São letras muito pequenas. Sou mais as fontes dos jornais Folha de São Paulo e Gazeta do Alto Piranhas de Cajazeiras.

Gosto muito quando um jornal tem um bom time de ilustradores, como é o caso do Correio Braziliense daqui de Brasília e a Folha de São Paulo. Incrível, o NYT é de uma pobreza absoluta nesse aspecto.

As fotos, a maioria é preto e branco. Dá uma pesada no visual. Não sei se é economia. Para o gabarito do jornal deveria ter predominância de coloridas.

Fiquei na expectativa de comprar a edição de domingo, dia em que vem cadernos e reportagens especiais. Comprei. Vixe, maria, fiquei assustado com o volume. Para os dias de hoje, em que os jornais se digitalizaram e reduziram suas páginas, é muita coisa.

Está em minhas mãos a edição do dia 28 último. Fiz um levantamento. Contabilizei 180 páginas. É substancial. As edições dos três maiores jornais do Brasil, Folha, Globo e Estadão, circulam aos domingos com aproximadamente um terço desse total.

Lógico que eu não iria esperar nada sobre futebol, o soccer deles. Provavelmente deve ter aparecido algo sobre a seleção feminina quando se destacou no último campeonato mundial feminino na França. Falar nisso, é elogiável a Folha de São Paulo ter agora uma colunista que abordará apenas futebol feminino.

As reportagens do NYT são muitas e aprofundadas, como eu gosto. Mas senti uma falta danada de articulistas. Eles não são disso, não. Muito menos cronistas. Cadê o Ruy Castro, Hélio Schwartsman, Mário Sérgio Conti… Folha SP, deles; Luís Fernando Veríssimo, Joaquim Ferreira dos Santos… O Globo; Ignácio Loyola de Brandão, Marcelo Rubens Paiva… O Estadão; Severino Francisco – Correio Braziliense; Linaldo na União; Lena no Correio da Paraíba; Frassales, Reudesman, Caldeira, Zé Antonio, Cristina… no Gazeta do Alto Piranhas; E por aí vai.

Seria leviano de minha parte emitir opinião de sua linha editorial com pouco mais de seis edições adquiridas.
Durante a semana o NYT custa três dólares e aos domingos, seis. Mais os impostos. Tudo nos EUA você paga imposto, de qualquer coisa, no ato da compra.

Por tabela ainda comprei uma edição do The Wall Street Journal (as fotos são todas coloridas) e tem design gráfico muito melhor que o NYT.

Na volta para casa, no aeroporto, lembrei de comprar a revista The New Yorker – nove dólares. Esta sim, revista bonita, ilustradíssima. Tinha participação de Salman Rushdie.

Como filho de criador de jornal em Cajazeiras, O Observador – 1955, não poderia eu deixar de registrar rapidamente essas observações sobre o maior jornal do mundo. Depois do Observador, é claro.

TATYANA
ELIANE BANDEIRA

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