Quer queira quer não o inglês mínimo que aprendemos nos bancos escolares, ao longo da vida estudantil, é importante. O meu, hoje, fraco, ainda tem origem lá nas aulas de Netinha e professor Assis no Colégio Estadual de Cajazeiras. Sobre influência imperial da cultura norte americana, principalmente dos anos sessenta, todos nós tivemos que aprender alguma coisa. Nem que fosse o “rau are iou, mai frend?”.

Queria eu falar em inglês: “óxente, seu minino, mi dê aí o jornal Niu Iorque Taimes!”. Era para eu ter trazido o livro de Millôr Fernandes, The cow went to the swamp/A vaca foi pro brejo”, para eu me virar aqui com suas frases irreverentes.

Fomos a um Outlet muito grande. Mas muito grande mesmo! A predominância idiomática do inglês não é muito ampla, não. Estiquei as oiças e observei que o espanhol, devido o expressivo número de latinos por aqui, não deixa por menos.

As casas, na parte de residências de Miami, onde estivemos, não têm muros. No máximo uma cerca de arame de um metro, mais ou menos. Os carros ficam nos jardins livremente. Certeza que seus proprietários não têm neuras com ladrões para roubá-los.

Como inventores dos automóveis os americanos não têm carro velho. Tudo novinho em folha. Não têm placas na frente. Apenas atrás. Como as leis aqui são estaduais tem região que te franquia não colocar em lugar nenhum, levando-a no painel do carro, como os selos dos deficientes. Se eu não der a seta que vou mudar de faixa soa um apito avisando para dar seta. Até o momento vejo que o trânsito flui que é uma beleza. As pistas são excelentes e com boa sinalização.

A insistência de Donald Trump em expulsar os imigrantes é puro cinismo. Retire os imigrantes do EUA para ver como o país funciona. O american way of life (estilo americano de vida) ia para as cucuias. Mesmo com todo seu arsenal tecnológico avançado. Quem iria atender, vigiar, lavar, zelar pelos afazeres cotidianos citadinos? Todo mundo sabe disso. O próprio Trump, em suas muitas empresas, disse-me gente que reside aqui, tá assim, ó, de imigrantes. É mão-de-obra para manter limpo e funcionando o país que é sujo com seu espírito belicista interesseiro de interferir nas políticas de muitos países.

Onde compro o New York Times? Ainda vou descobrir.

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