Deputado Jeová Campos sugere que prefeitos contribuam com o Hospital Laureano


“É preciso atuar, neste momento, de forma emergencial para que o Hospital Napoleão Laureano não entre em colapso e deixe os pacientes à mercê da própria sorte”, disse hoje (27), o deputado estadual Jeová Campos (PSB). O parlamentar sugeriu, em discurso na tribuna da ALPB, como medida emergencial de apoio ao Laureano, que os prefeitos paraibanos possam ajudar no tratamento dos pacientes encaminhados pelos municípios para a instituição. Referência no tratamento oncológico na Paraíba há mais de 50 anos, o hospital passa, atualmente, por sérios problemas financeiros que já começam a comprometer o atendimento à população.

“Do ponto de vista emergencial é preciso fazer um apelo a todos os prefeitos da Paraíba para cada um fazer uma pequena participação no custeio das despesas dos medicamentos dos pacientes encaminhados para o Laureano. Qual é o município da Paraíba que não tem um cidadão se tratando de câncer? É preciso que os municípios se disponham neste instante a adotar uma medida de socorro para conseguir esses medicamentos”, disse Jeová.

O parlamentar reiterou que o Hospital Laureano pede socorro. “Não há uma solução num horizonte curto, pois a tabela do SUS, que remunera o hospital, está desde 2010 congelada, enquanto isso os custos se elevaram. Consideremos quanto era um dólar há dez anos (US$ 2,20) e agora (US$ 4,00). Todos os remédios de quimioterapia são importados e comprados em dólar. Ou se atualiza a tabela do SUS, e isso não é um problema da Paraíba, mas, de todos os hospitais que atendem pacientes oncológicos no país, ou não haverá equilíbrio nas contas de nenhuma instituição que trabalha com pacientes oncológicos no Brasil”, afirmou Jeová.

O parlamentar disse ainda que tem na família uma pessoa diagnosticada com câncer e que está tendo que fazer um tratamento particular, sem poder pagar, mas graças  a um cota entre os membros da família, ela está sendo tratada. “Nós estamos conseguindo ajudá-la e ela está fazendo o tratamento no Santa Isabel, mas e quem não tem essa possibilidade? Faz o que? Espera a morte chegar? O tratamento de câncer é urgente, não espera porque a doença é progressiva e em muitos casos agressiva, por isso é necessário, de fato, atuar de forma emergencial nesta questão”, finalizou o parlamentar.

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